terça-feira, dezembro 19, 2017

200 mandados de prisão são cumpridos na Operação Fênix nos estados de Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso


Policiais civis, delegados, e advogados foram presos durante uma megaoperação desencadeada nesta terça-feira pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) regional Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Os envolvidos são suspeitos de mais de 15 crimes.

Foram cumpridos 200 mandados de prisão preventiva expedidos contra 136 pessoas nas cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari, Patos de Minas, Patrocínio, Monte Alegre de Minas, Passos, Pouso Alegre, Araxá e Belo Horizonte, todas no estado de Minas Gerais, além de Cascavel (PR) e Cuiabá (MT).

No total, foram oferecidas 29 denúncias, duas cautelares de requerimento de decretação de prisões preventivas e três cautelares de requerimentos diversos (busca e apreensão e conduções coercitivas).
Fênix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas.
Três operações em uma
A operação Fênix compreende três operações distintas: Alibabá, Ouroboros e Efésios.
A operação Alibabá é decorrente da operação Zeus, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais em setembro de 2015. As investigações levaram à proposição de duas denúncias, nas quais são imputadas as práticas dos seguintes crimes: associação para o tráfico de drogas, tráfico ilícito de entorpecentes, associação criminosa, obstrução de justiça, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, fraude processual, corrupção passiva, corrupção ativa.
A operação Ouroboros, por sua vez, corresponde à segunda fase da operação 100 Anos de Perdão. Ela resultou no oferecimento de sete denúncias em que são imputadas as seguintes infrações penais: roubo agravado (emprego de arma, concurso de pessoas e restrição da liberdade das vítimas), organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, tráfico ilícito de entorpecentes, falsidade ideológica e porte e comércio ilegais de armas de fogo.
Já a operação Efésios decorre de acordos de colaboração premiada firmados pelo Gaeco de Uberlândia. Ela contempla 19 denúncias em que são imputados os seguintes delitos: organização criminosa, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico ilícito de entorpecentes, porte e posse ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica, estelionato, receptação qualificada, falso testemunho e prevaricação. 

MPE MG

 

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