quarta-feira, dezembro 20, 2017

Após determinação de Fachin, Maluf acerta com PF e se entrega


O deputado Paulo Maluf (PP-SP), 86, se apresentou à Superintendência da Polícia Federal de São Paulo nesta quarta-feira (20-12-17), um dia após o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar o início do cumprimento de pena por lavagem de dinheiro.
O parlamentar chegou à PF por volta das 9h, acompanhado do advogado Ricardo Tosto. Sem falar com a imprensa, ele deixou sua casa nos Jardins, zona oeste da cidade, pelo portão principal em um carro com vidros pretos, por volta das 8h.
Maluf deixou a superintendência da PF por volta das 11h para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Depois, ele deve seguir para Brasília, onde, pela decisão, cumprirá prisão na Penitenciária da Papuda. Mas a defesa de Maluf afirmou que vai entrar com recurso ainda nesta quarta no Supremo para tentar derrubar a determinação.
Segundo Tosto, o deputado está "arrasado" e não esperava a prisão. O advogado afirmou que vai pedir prisão domiciliar até o julgamento do caso. Ele citou a idade do parlamentar e uma radioterapia que Maluf fez recentemente no Hospital Sírio-Libanês em razão de um câncer na próstata para que o deputado fique em casa.
"Ele [Maluf] vai ser a única pessoa que não tem direito de recorrer. Vamos entrar com uma medida cautelar", disse Tosto. "A situação da defesa está difícil. Isso aconteceu às 16h de ontem [terça], na véspera do recesso."
Em maio, Paulo Maluf foi condenado pela primeira turma do STF a sete anos, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado por crimes de lavagem de dinheiro.
Ele também foi condenado à perda do mandato e ao pagamento de 248 dias-multa no valor de cinco vezes o salário mínimo vigente à época dos fatos, aumentada em três vezes.
Os ministros decidiram ainda que Maluf deve se afastar da administração de empresas, seja em cargo de direção, integrante de conselho de administração ou de gerência, pelo dobro do tempo da pena de prisão, ou seja, mais de 15 anos.
O deputado recorreu, mas perdeu. Ele tentou novo recurso ("embargos infringentes"), negado por Fachin, que aproveitou para determinar o cumprimento imediato da pena.
 

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