sábado, dezembro 23, 2017

Caro Papai Noel* Jairo Pitolé Sant'Ana


Como no ano passado, presente eu não quero. A crise continua e o senhor, caso tenha sido afetado por ela, com certeza ainda não se recuperou. Vai que o baque foi grande. Eu nem pensava em escrever novamente, mas como parte das minhas sugestões foram aceitas, decidi repetir a dose.
Pois é! Tô falando da passarela próxima à ponte sobre o rio Coxipó. Embora ainda seja preciso driblar a fiação caída ou mal ajambrada (coincidentemente, em várias ruas desta cidade a imagem é a mesma, são tantos fios pingentes que o pedestre sempre corre o risco de se enroscar ou tropeçar neles), deram um jeito nas tábuas de sustentação e até colocaram lâmpadas. Só se esqueceram de que existem pessoas acima de 1,90 metros de altura. Mas aí já é exigir demais. Planejar coisas para o coletivo nunca foi expertise dos gestores públicos brasileiros.
Obrigadão também por sua intercessão na recuperação da antiga ponte de ferro sobre o rio Coxipó. Inaugurada em 20 de junho de 1897, oito anos após a Torre Eiffel, de Paris, cujo padrão de estrutura é o mesmo, estava se perdendo. Mesmo assim ainda tem o seu valor cultural e turístico mal reconhecido e mal utilizado. Pena, porque, por seu intermédio, um período da história cuiabana, e brasileira, poderia ser bem mais conhecido.
Quanto ao Zé Boloflor, infelizmente ainda se mantém como o primo pobre dos parques cuiabanos. Colocaram lá uma placa avisando sobre algumas inovações, mas nada mudou ainda. Ouço que a Sema tem uma verba para dar um upgrade nele, mas sabem como essas obras demoram pra sair do papel. Ainda bem que além da caminhada, no Boloflor dá pra curtir cutias, esquilos, capivaras e pássaros diversos.
Fora isso, nada de "estica-velhos" (aparelhos para alongamento) ou assistir a um concerto de música, um show de rap, uma roda de samba ou a uma singela apresentação do grupo Flor Ribeirinha, cuja maioria dos integrantes mora ali do lado, no São Gonçalo Beira Rio.
Deram um jeito no esgoto estourado da Alexandre Barros, próximo ao Colégio São Gonçalo e à AABB. Agora, o problema é outro, fruto de uma lambança da antiga CAB, que rasgou todo o asfalto e o depois fez um remendo meia boca. Encheram os buracos de brita, para o trânsito fluir melhor, mas o problema continua. Os alagamentos em dias de chuva também, como na rua Pau Brasil, pouco antes do Colégio Maria Dimpina.
Agora, um Deus nos acuda está a (Avenida) Fernando Correa da Costa, onde se sobrepõem as BRs 163-364 e liga o centro aos distritos do Coxipó da Ponte e Industrial. Buracos e murundus povoam suas pistas. E pensar que as obras da Copa de 2014 (e lá se vão quase quatro anos) poderiam transformá-la numa avenida digna de um país decente. Sonhos que se transformaram pesadelos. Que o diga quem trafega por ela dia após dia.

Jairo Pitolé Sant'Ana é jornalista em Cuiabá e sócio da Coxipó Assessoria de Imprensa. E-mail coxipoassessoria@gmail.com
 

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