sexta-feira, janeiro 05, 2018

Emanoel e vereadores: toma lá, dá cá


É popularissimo o ditado popular que diz “é dando que se recebe”. Pois, bem, isso está mais do que claro na relação que alguns classificam como “promiscua entre o prefeito de Cuiabá Emanoel Pinheiro (PMDB) e a maioria dos vereadores da capital.  

Primeiro foi a série de discursos do presidente da “Casa de Leis”, vereador Justino Malheiros (PV), que não consegue ver motivos para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o recebimento de propina pelo prefeito, quando este era deputado estadual. Em imagens de vídeo que consta na delação premiada de de Silval Barbosa, Emanoel pararece recebendo dinheiro e até deixando umpacotão dedinheiro cai, já que não cabia no bolso do paletó. Segundo Silval, o pagamento seria referente ao “mensalinho” repassado a parlamentares para garantir apoio ao seu Governo. Veja o vídeo divulgado no dia 24 de agosto de 2017.

Justino segurou, os seus seguidores, a turma que gosta das “facilidades e favores” seguiu o chefe. Porém, devido a brava luta do vereador Marcelo Bussiki  (PSB). Vale ressaltar que além de Bussiki, assinaram o requerimento para a instalação da comissão, os vereadores Felipe Wellaton (PV), Dilemário Alencar (PROS), Abílio Júnior (PSC), Gilberto Figueiredo (PSB), Toninho de Souza (PSD), Elizeu Nascimento (PSDC) e Sargento Joelson (PSC).

Depois de conseguidas as assinaturas necessárias para o procedimento, o pelotão de choque do prefeito também assinou o pedido, com a clara intensão de engessar e assim “detonar” ou manipular a CPI do Paletó. Nesse grupo estão Adevair Cabral (PSDB), Chico 2000 (PR), Paulo Araújo(PP ), Marcrean dos Santos (PRTB) , Misael  Galvão (PSB), Juca do Guaraná Filho (PTdoB), Orivaldo da farmácia (PRP) e Ricardo Saad (PSDB)

O pior é que a comissão está empacada mesmo.

Adevair Cabral (PSDB), que é o relator da CPI, em uma de suas primeiras medidas, foi solicitar que que parte das reuniões, oitivas e os depoimentos não sejam abertos para a população e para imprensa. Na verdade, a solicitação do relator era de que todas as reuniões, incluindo os depoimentos dos envolvidos no suposto pagamento de propina à  Emanuel Pinheiro aconteçem com as portas fechadas. Ficou apenas em partes.

Pois bem, CPI sob controle, vem a retribuição.

A Câmara de Cuiabá aprovou, durante sessão de uma terça-feira, dia 12 de dezembro de 2017, um projeto de lei que autoriza o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos salários dos vereadores e servidores da Casa, bem como criou o 13º salário para os parlamentares da Capital. 

Atualmente, os 25 vereadores recebem salários de R$ 15 mil e uma verba indenizatória de R$ 9 mil. O projeto de autoria da Mesa Diretora foi colocado em pauta em regime de urgência e rendeu discussão em plenário. Apenas os vereadores Marcelo Bussiki (PSB), Felipe Wellaton (PV), Elizeu Nascimento (PSDC), sargento Joelson (PSC), Toninho de Souza (PSD) e Mário Nadaf (PV) votaram contra o projeto.

Durante a discussão da matéria, os vereadores Marcelo Bussiki (PSB) e Felipe Wellaton (PV), ambos membros da Comissão de Orçamento, questionaram se o momento seria o ideal para fazer reajustes financeiros, uma vez que o país passa por uma crise. Inclusive, lembraram que a própria Câmara de Cuiabá teve de demitir 460 funcionários da Casa de Leis por falta de recursos. Mas de nada valeu. Foi aprovado e pronto. Tudo sob as bençãos do prefeito.

Aliás, o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), afirmou que vai sancionar o projeto de lei da Câmara Municipal que cria o 13º salário dos 25 vereadores da Capital. O projeto foi aprovado em sessão do dia 12 de dezembro e também prevê pagamento de Revisão Geral Anual (RGA) para os parlamentares e servidores do Legislativo. “Eu vou sancionar. É um ato formal, é uma adesão da Câmara, o prefeito é meramente formal”, disse na tarde desta quinta-feira (4). O pagamento de 13º para os vereadores representa gasto de R$ 375 mil a mais por ano. 

O prefeito disse que não vai interferir na discussão argumentando que se trata de um assunto interno do Poder Legislativo, no qual ele apenas tem papel de ratificar. 


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