domingo, março 25, 2018

Avanço nos quadros de Ansiedade preocupa especialistas




O Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom) revelou esta semana um quadro preocupante envolvendo a saúde física e emocional dos brasileiros. Segundo o levantamento, de cada dez brasileiros sete são atormentados por sintomas da ansiedade. Desses sete, quatro sofrem de ansiedade patológica, aquela considerada doença e capaz de paralisar o individuo, comprometendo de maneira severa o convívio social. Nestes casos extremos, a ansiedade se manifesta de maneira persistente bloqueando a capacidade de reação do individuo diante de situações cotidianas, como por exemplo, uma entrevista de emprego.    

Segundo a Psicóloga Andréia Ramos, a ansiedade patológica é caracterizada pelo prejuízo ao desempenho pessoal do individuo, marcado por preocupações excessivas e sofrimento psíquico significativo. Nestes casos, a patologia apresenta quadros extremos como síndrome do pânico, fobias, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada (TAG), entre outros.

A especialista avalia que situações como cobrança pessoal, e ate mesmo social, como a instabilidade financeira, um processo de divórcio, a cobrança por metas no trabalho, ou a perda de um ente querido podem conduzir a um quadro de ansiedade.

Por outro lado, existem situações conhecidas como psicossomáticas aquelas em que o individuo passa a manifestar sintomas físicos, sem o diagnóstico de qualquer doença clínica. Nestes casos, o indivíduo resiste em reconhecer a somatização, e o sofrimento que é psíquico passa a refletir no físico do individuo, emitindo sinais de insatisfação ao corpo, manifesto a partir de dores de cabeça, na nuca, taquicardia, sudorese, queda de cabelo, alergia, falta de ar, hipertensão, entre outros. 

Andréia argumenta que a resistência em aceitar um quadro de ansiedade e a necessidade de auxilio profissional tem motivado o agravamento na maioria dos casos. A psicóloga recomenda que o indivíduo ao perceber sintomas como inquietação, dificuldade para concentrar, irritabilidade prolongada e perturbação do sono, procure imediatamente pela avaliação de um psicólogo, e evite a busca por soluções rápidas como uso de ansiolíticos.  

Ainda de acordo com o Ipom, 95% dos entrevistados no primeiro trimestre de 2016, em grandes centros urbanos, afirmaram se sentir muito estressados. A pesquisa mostrou que 87% declaram ser ansiosos em excesso e apresentam distúrbios como alergias (63%), gastrite (39%), úlcera (30%), herpes (29%), asma (15%) e fibromialgia (12%).

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