quinta-feira, março 15, 2018

Justiça tenta bloquear R$ 35 milhões e só acha 2% do valor em contas dos réus


A juíza Selma Rosane Arruda, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, disse que apenas 2% dos valores almejados de bloqueio de investigados na Operação “Crédito Podre” foram retidos. O objetivo inicial do Ministério Público era conseguir R$ 35,3 milhões, mas apenas R$ 586 mil foram bloqueados.

Do valor bloqueado R$ 227,8 mil foram das contas do réu Wagner Florêncio Pimentel e outros R$ 2,7 mil nas contas de uma empresa também vinculada a ele.
Investigações levantaram que mais de R$ 1 bilhão saíram do Estado de Mato Grosso, por meio da exportação de grãos sem o devido recolhimento do ICMS, deixando prejuízo estimado em R$ 143 milhões, entre 2012 e 2017.
De acordo com as investigações da Polícia Civil e Defaz, em 6 anos, a organização criminosa montada para sonegar impostos de transações comerciais da venda de grãos em Mato Grosso, emitiu 2,1 bilhões de notas fiscais frias, que nunca tiveram os tributos recolhidos aos cofres públicos.
O processo que tramita na 7ª Vara tem como réus Wagner Florêncio Pimentel, Almir Cândido de Figueiredo, Rivaldo Alves da Cunha, Paulo Serafim da Silva, Kamil Costa de Paula, Evandro Teixeira de Rezende, Paulo Pereira da Silva, Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Theo Marlon Medina, Cloves Conceição Silva, Paulo Henrique Alves Ferreira, Jean Carlos Lara, Rinaldo Batista Ferreira Júnior, Rogério Rocha Delmindo, Neusa Lagemann de Campos, Keila Catarina de Paula e Alysson de Souza Figueiredo. 

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