quarta-feira, março 21, 2018

Ministro do STF estende inquérito contra Maggi e prefeito Emanuel


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e deu mais 45 dias para o enceramento do inquérito que investiga a prática de crimes supostamente a mando do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), em conjunto com outros nomes e fatos delatados recentemente. A decisão, que é do dia 2 de março, engloba o processo que envolve o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

O procedimento é oriundo do acordo de colaboração premiada do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa. O político revelou a existência de uma organização que teria praticado os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, obstrução de investigação criminal e outros delitos conexos. A delação do ex-secretário de Casa Civil, Pedro Nadaf, também serviu como fonte.
As investigações duram mais de 6 meses e arrolam, além de Maggi e Emanuel, personagens como os conselheiros afastados do Tribunal de Contas de Mato Grosso, José Carlos Novelli, Antônio Joaquim Moraes, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida.
As investigações seguem no Supremo Tribunal Federal por prerrogativa de foro do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ocorre que novas revelações ainda podem mudar o rumo do inquérito.
“Apenas após o aprofundamento da investigação de todos os núcleos fáticos pertinentes é que se poderá identificar com maior clareza quais abrigam indícios concretos do envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal e qual o nível de conexão entre uns e outros a justificar o desmembramento ou a excepcional reunião da apuração”, salientou Fux.

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