domingo, abril 22, 2018

Alertas por salmonella em produtos brasileiros sobem 1.400% na Europa


A quantidade de produtos alimentícios brasileiros testados positivamente para a bactéria salmonella na Europa aumentou 1.400% entre 2016 e 2017. Carregamentos de aves congeladas, principalmente de frango e peru, são os mais afetados, mas a lista também inclui produtos à base de soja, farinha de soja transgênica, pimenta-preta e os “ossinhos” para cães, que são feitos de couro bovino.

As notificações foram emitidas pelo Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações, vinculado à Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.
Em 2017, o órgão emitiu 371 notificações para produtos brasileiros de origem animal, sendo 330 relacionadas à salmonella. Em 2016, foram 56 alertas, dos quais 22 para a bactéria.
Falhas na fiscalização sanitária do Ministério da Agricultura foi o motivo alegado pela Comissão Europeia para barrar na quinta-feira passada (20 de abril) a exportação de carne de 20 frigoríficos brasileiros que estavam autorizados para vender ao continente. O veto afeta principalmente a exportação de frango. Para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a medida não se deve a problemas na fiscalização, mas a uma guerra comercial, com objetivo de criar barreiras aos produtos brasileiros e proteger os produtores europeus.
O bloqueio europeu foi anunciado um mês após a Polícia Federal deflagrar a terceira fase da operação Carne Fraca, quando investigações apontaram que frigoríficos brasileiros fraudavam testes em laboratório para esconder a presença de salmonella em produtos de exportação. As fraudes se concentraram na BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão) e contaram, inclusive, com a vista grossa de executivos da empresa.

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