quinta-feira, abril 19, 2018

Evento discute diretrizes no enfrentamento à Hemofilia


Nesta sexta-feira (20-04-18), às 9h15, se reunirão no Auditório do MT Hemocentro pacientes e seus familiares, profissionais responsáveis e autoridades para discutir sobre Hemofilia. Com o tema “Compartilhar Informações nos Fortalece”, o evento contará com falas de cada um desses segmentos, a fim de apresentar propostas de enfrentamento das barreiras ao melhor tratamento disponível. A diretora do MT Hemocentro, Silvana Salomão, fará palestra sobre os serviços ofertados dentro do local.
A hemofilia é uma condição hereditária caracterizada pela deficiência de um dos fatores da coagulação do sangue, o VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B). A diminuição destes fatores ocasiona sangramentos anormais, principalmente internos. Os sangramentos dentro das articulações, chamados hemartroses, representam cerca de 85% das manifestações hemorrágicas nas pessoas com hemofilia. Afetam os joelhos, tornozelos, cotovelos, ombros e quadris e podem levar à artropatia hemofílica.
Estima-se que cerca de 90% dos portadores de hemofilia desenvolvem alterações articulares em pelo menos uma articulação, antes dos 25 anos de idade. O problema afeta, ainda na infância, toda a estrutura articular, levando à dor intensa, limitação de movimentos e consequentemente, piora da qualidade de vida. Esse quadro não impacta somente o indivíduo acometido pela artropatia, mas também a todo o seu entorno, já que lidar diariamente com o sofrimento afeta a dinâmica familiar e social.

O tratamento da hemofilia consiste na injeção venosa dos concentrados dos fatores da coagulação (CFC). Com 19.751 pessoas com hemofilia e outras coagulopatias hereditárias, o Brasil é o 4o país no mundo em número de pessoas cadastradas com essas condições. Mato Grosso tem hoje cerca de 400 pacientes cadastrados e tratados no MT Hemocentro.

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