terça-feira, maio 22, 2018

Ibope aponta que 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos


Hippie pós-moderno? Comedor de alface? O perfil do vegetariano ultrapassou os estereótipos das últimas décadas e hoje atrai de adeptos da alimentação natural a até quem não dispensa junk food. Inédita, nova pesquisa Ibope Inteligência aponta que 14% dos brasileiros com mais de 16 anos - cerca de 22 milhões de pessoas - concordam parcial (6%) ou totalmente (8%) com a afirmação "sou vegetariano".

Dentro do vegetarianismo, há algumas subdivisões referentes ao consumo ou exclusão de determinados alimentos. Há que consuma ovos (ovovegetarianos), leite e derivados (lactovegetarianos), leite e ovos (ovolactovegetarianos) ou que eliminam tudo o que é de origem animal, os chamados vegetarianos estritos – que é diferente do veganismo .

A expansão do veganismo

Segundo pesquisa inédita do Ibope Inteligência, 49% dos brasileiros com mais de 16 anos acham que produtos veganos podem ter a mesma qualidade dos que contêm ingredientes de origem animal e 60% comprariam produtos do tipo se custassem o mesmo que os demais. Atualmente, 551 produtos de 60 empresas têm o Selo Vegano, da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que encomendou a pesquisa do Ibope.
Ao contrário do vegetarianismo estrito, o veganismo é considerado um estilo de vida no qual seus adeptos buscam, dentro do possível, evitar o sofrimento animal. Isso vai além da alimentação e se estende para o não uso de roupas de couro ou de lã, e de cosméticos e produtos testados em animais. 
Considerados saudáveis por grandes entidades de médicos e dietéticas, ambos tipos de alimentação precisam de um acompanhamento especializado. A recomendação é procurar um nutricionista para orientar sobre as substituições e combinações de alimentos que não trarão prejuízos para a saúde.


Veganismo é mais radical que o vegetarianismo
Enquanto o vegetarianismo pode ser adotado por razões diversas, como a questão ética, saúde e religião, o veganismo tem como cerne e foco principal a questão ética, de luta pela libertação e não exploração animal. Isso implica em uma atitude mais radical por parte do vegano ou vegan (como é chamado o adepto do veganismo) em relação ao vegetariano.
O vegan não consomem nenhum produto de origem animal. Isso passa pela carne, pelo leite e seus derivados, ovos, mel, lã, etc. Eles também não consomem produtos que são testados em animais, como são a maioria dos remédios, xampus, sabonetes, maquiagens e cosméticos em geral. Por isso os vegans estão sempre atentos sobre as empresas que fazem testes em animais, para que possam boicotá-las e buscarem outras alternativas. O veganismo não é só uma opção alimentar, mas uma postura ética diante do sofrimento e da exploração em relação aos animais.
De acordo com aqueles que adotam a postura vegana, os animais não devem ser mortos e nem explorados para atender às nossas necessidades.
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