sábado, maio 26, 2018

Mitos e verdades sobre dor de cabeça


É muito difícil conhecer alguém que não tenha experimentado crises de dor de cabeça durante a vida. Por ser um problema muito comum, existem diversos mitos e crenças populares relacionados às suas causas, manifestações e tratamentos.
“As pessoas relacionam a dor de cabeça com eventos que ocorrem simultaneamente por pura coincidência. Isso pode atrasar o diagnóstico e o tratamento da causa real da dor”, afirma o neurologista Leandro Teles.

Para entender o que realmente tem de verdade em meio às crenças populares, convidamos o especialista para analisar alguns comentários comuns sobre o tema.


Uso frequente de analgésicos pode agravar o problema.
Medicamentos analgésicos comuns são úteis para crises não frequentes ou causadas por um problema agudo. Pessoas com dores de cabeça crônicas com crises frequentes podem ter seu sintomas piorados com o uso abusivo dessas medicações. Com o tempo, a dor passa a responder cada vez menos e tende a retornar logo após o término do efeito do remédio. Considera-se exagerado o uso de analgésicos acima de duas vezes por semana.
Dores mais fortes não são indícios de doença mais grave.
A intensidade da dor não diz nada sobre sua gravidade. A gravidade depende da causa. Uma crise de enxaqueca intensa pode doer mais que a dor relacionada a um tumor cerebral ou uma meningite. A diferença está nos sintomas associados, no contexto clínico e no exame físico. Por isso, é fundamental a avaliação de um médico mesmo para dores mais leves.
Quando a pressão arterial aumenta a cabeça não dói.
O aumento da pressão arterial é geralmente silencioso, não causa dor na cabeça. Já o contrário é bem mais provável, a dor de cabeça eleva a pressão arterial, principalmente em pessoas predispostas. É comum as pessoas aferirem  a pressão com dor de cabeça e ela estar elevada, aí nasce o mito e a confusão. A pressão alta é uma doença geralmente assintomática até que ocorram complicações, por isso é necessário vigilância e controle constante, mesmo sem dor.
Dor de cabeça pode ser sinal de fome.
Para quem tem predisposição à enxaqueca e à dor de cabeça tensional, o jejum prolongado pode desencadear uma crise. A dica é não passar mais de seis horas sem se alimentar durante o dia.
Dor de cabeça não é sinal de miopia.
Muito comum as pessoas associarem dores crônicas de cabeça a problemas de visão. A miopia de modo geral não dá dor de cabeça, menos ainda dores intensas e frequentes. Como são doenças muito comuns (tanto a miopia com as dores de cabeça) é comum a concomitâncias das duas, sem relação causal.
Rodelas de batata crua na testa não melhoram a dor de cabeça.
Na verdade, o alívio surge da temperatura baixa da batata e não da batata em si. O frio tem poder analgésico local e reduz o calibre dos vasos sanguíneos aliviando um pouco a dor.

Após a menopausa a enxaqueca não desaparece.
Na verdade o que ocorre é a melhora na frequência e intensidade das crises em algumas mulheres, não em todas. Aquelas que mais melhoram após a menopausa são as que têm dores relacionadas estritamente aos períodos perimenstruais.

Ficar com o cabelo preso muito tempo pode dar dor de cabeça.
Mas isso depende do tipo de cabelo e do tipo de penteado. A tração intensa e contínua, principalmente em cabelos crespos, pode gerar uma dor de leve intensidade na região frontal e no topo da cabeça.
Sinusite crônica não causa dor de cabeça.
Esse é o mito mais comum de todos. Na verdade, a sinusite aguda, aquela causada por infecção, pode trazer desconforto facial e eventualmente dor de cabeça (aliado à febre e secreção nasal espessa e amarelada). A rinite e sinusite crônica, de origem geralmente alérgica, não costumam cursar com dor na cabeça. Os sintomas da sinusite alérgica são: coceira no nariz, coriza, obstrução nasal e eventualmente espirros.
Alguns alimentos pioram a enxaqueca.
Isso não ocorre com todos os pacientes, mas uma porcentagem importante refere piora das crises após ingesta de determinados alimentos. Entre os mais citados estão: chocolate ao leite, vinho tinto, queijos amarelos, condimentos e alimentos embutidos. No caso de associação convincente entre a ingestão e as crises de dor, o alimento deverá ser evitado.

Fonte: Yahoo –

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