quinta-feira, maio 24, 2018

Superior Tribunal de Justiça nega habeas corpus e Mauro Savi continua preso no Centro de Custódia da Capital


A ministra Maria Thereza de Assis Moura, da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na tarde desta quinta-feira (24-05-18) pedido de habeas corpus feito pela defesa do deputado Mauro Savi (DEM), preso em Cuiabá há 15 dias sob acusação de integrar uma organização criminosa que desviou mais de 30 milhões dos cofres públicos.
Com isso, Savi permanece preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) juntamente com o advogado e ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Prado e outras 4 pessoas. Eles são acusados de integrar os núcleos centrais de uma organização criminosa que agia na cobrança e pagamento de propina envolvendo contratos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), por intermédio da empresa EIG Mercados e outras empresas de fachada.
As prisões preventivas foram decretadas pelo desembargador José Zuquim Nogueira do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e cumpridas por integrantes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) Criminal, no dia 9 deste mês durante a 2ª fase da Operação Bereré, batizada de Operação Bônus.
O Ministério Público Estadual (MPE) afirma que Mauro Savi integrava uma chamada "rede de proteção" do contrato firmado entre a EIG Mercados e o Detran para viabilizar o recebimento de propina. Foi Mauro Savi que indicou Teodoro Moreira Lopes, o Dóia como presidente do Detran. O esquema começou na gestão de Dóia, que hoje é delator do esquema e revelou detalhes de como funcionava o pagamento de propina na autarquia.
Mauro Savi é acusado de também ser um dos líderes do esquema. Segundo um dos depoimentos que embasam as investigações do Gaeco, o deputado chegou a cobrar R$ 1 milhão da EIG Mercados para por fim à cobrança de propina.
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