terça-feira, junho 19, 2018

Aulas na UFMT serão retomadas na próxima segunda-feira


Com a revogação da suspensão das aulas paralisadas desde o dia 9 de maio, por conta da implantação da nova “política de alimentação estudantil” que traria aumento no custo da refeição no Restaurante Universitário (RU), as aulas serão retomadas na da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) na próxima segunda-feira (25-06-18).
A revogação se deu em reunião extraordinária realizada na segunda-feira (18-06-18), pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFMT. As resoluções revogadas foram a 10 e 11 de 2018, que suspenderam o calendário acadêmico do semestre 2018/1.
A proposta teve 30 votos favoráveis, sete contrários e três abstenções.
A pró-reitora de Ensino de Graduação, Lisiane Pereira de Jesus, explicou que as questões sobre o calendário acadêmico serão resolvidas pelos colegiados de cada campus.
"Eles têm autonomia para deliberar a respeito desse calendário. A Proeg tem uma comissão que faz o calendário de todos os cursos e dentro dessa comissão estão os gerentes dos campus do interior. Cada campus vai encaminhar sua proposta de calendário acadêmico de acordo com a data em que cada um paralisou suas atividades. Se for preciso que tenhamos um calendário para cada campus, teremos", afirmou a professora Lisiane Pereira.
Além da discussão sobre os valores, os universitários também cobram a transparência nos contratos da UFMT junto à empresa Novo Sabor Refeições Coletivas, responsável pela oferta dos café da manhã, almoço e jantar no RU.
A empresa tem como um dos sócios o empresário Alan Ayoub Maluf, condenado por corrupção por ser um dos operadores do esquema de fraudes em diversas licitações na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) que ocorreram em 2015 e foram alvos da Operação Rêmora deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

O contrato da empresa Novo Sabor e a UFMT foi firmado em 2014 ao valor de pouco mais de R$ 7 milhões anuais, com previsão de encerramento em 2016. Porém, teve sua vigência ampliada e foi aditivado, neste ano, ao valor de R$ 10,8 milhões.
 
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