segunda-feira, junho 18, 2018

Sindicato denuncia descaso da Prefeitura de Cuiabá e falta de materiais em clínicas odontológicas


A presidente do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso (Sinodonto-MT), Juliane Maciel, denunciou na manhã desta segunda-feira (18-06-18), durante pronunciamento na tribuna da Câmara dos Vereadores, que os dentistas que trabalham na rede municipal de saúde estão atuando em condições degradantes. Ela afirmou que os profissionais são obrigador a fazer trocas de materiais e equipamentos entre eles, para conseguir atender os 120 pacientes por dia, de cada uma das 10 unidades da Capital.
Juliane denunciou que a Prefeitura de Cuiabá sabe da situação degradante e das péssimas condições de trabalho, além de faltar insumos e materiais para os profissionais em Clínicas Odontológicas que funcionam em unidades públicas de saúde da Capital.
A categoria não descarta uma paralisação para pedir solução ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) que já foi comunicado da situação e não tomou nenhuma providência para acabar com o caos que se instalou nas unidades odontológicas da prefeitura. A presidente do sindicato alertou que os gabinetes, que se encontram em péssimas condições de trabalho, oferecem riscos reais de contaminação dos pacientes. Ela mostrou fotos de paredes com mofo, telhado desabando, cadeiras odontológicas rasgadas e utilitários para tirar moldes com ferrugem.

Maciel destacou outras deficiências que atrapalham para a realização de um trabalho de melhor qualidade. "Faltam gaze, cimento endodontico (para obturações), alguns tipos de anestésicos, faltam também papel e fitas para embalar materiais, não temos água destilada para esterilizar materiais, papel toalha, jaleco descartável, não temos luvas, pasta para fazer a moldagem de próteses. Falta também alguns instrumentos para o trabalho e tem dentista enxugando as mãos em jaleco", disse.
Juliane comentou ainda que Cuiabá já foi modelo em odontologia pública e que por anos era referência nacional em clínicas odontológicas, mas hoje os profissionais trabalham em condições de insalubridade e sentem medo de se manifestar, pois sofrem represálias.
"Nossas clínicas odontológicas eram modelo nacional de qualidade e bom atendimento, com média de 87% de aprovação e agora está sucateado, é lamentável", concluiu a presidente.
 
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