terça-feira, julho 17, 2018

Começou o período proibitivo de queimadas em Mato Grosso


A temporada proibitiva de queimadas teve inicio nesta segunda-feira (16-07-18) em Mato Grosso.  A proibição chega em um momento em que o estado já registra um aumento de quase 40% nos focos de calor comparando o primeiro semestre deste ano ao mesmo período do ano passado.  Já são 47.440 focos de queimadas este ano e 34.049 em 2016. O índice é o segundo maior do país, perdendo apenas para Roraima que registrou 58.317 focos de queimadas. O Estado ainda se destaca com relação à lista com os 30 municípios do país que mais queimam, sendo representado por 14 cidades.

Das 12 unidades de conservação estadual com maior número de focos de calor, 11 são mato-grossenses. Em primeiro lugar está o Parque Estadual do Cristalino 2, responsável por 179 focos de calor. Por outro lado, das 3 únicas unidades de preservação federal que foram registradas queimadas, nenhuma fica em MT.

Pesquisador e biólogo, Romildo Gonçalves explica que além das condições climáticas favorecerem a propagação de chamas, outro fator que colabora para que o Estado oscile entre a primeira e segunda posição das unidades federativas que mais queimam, é o de não ter estrutura e equipamentos especialmente voltados para o combate a incêndios, especialmente os de grande proporção, como o já registrado no Parque Estadual Serra Azul.
Conforme Romildo, no papel o Brasil tem, atualmente, as melhores e mais eficazes leis do mundo, porém, na prática o poder executivo não evoluiu para acompanhar estes modernos e eficientes parâmetros legais existentes.
Diante do cenário preocupante que se arrasta há muitos anos no Estado, quando se trata de queimadas, o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, composto por 15 secretarias e instituições, elaborou o Plano Integrado de Ações para Prevenção às Queimadas para combater os incêndios florestais e as queimadas em 2018.
Integrante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) e coordenador geral do plano, o coronel do Corpo de Bombeiros, Paulo André da Silva Barroso explica que o projeto tem por objetivo principal a adoção de medidas que procurem eliminar a causa dos incêndios bem como reduzir os riscos de propagação do fogo, constituindo-se numa das mais importantes etapas e sua eficiência está diretamente ligada aos investimentos direcionados para a educação ambiental, vigilância, treinamento de pessoal, equipamentos e monitoramento dos dados climatológicos. Estas ações deverão ser realizadas durante todo o ano e intensificadas no período de pré-estiagem.
A formação de Brigadas Mistas nos municípios é outra alternativa destacada pelo coronel do Corpo de Bombeiros, Paulo André da Silva Barroso. Segundo ele, as prefeituras que firmaram parceria com o Estado em 2015 tiveram uma redução de até 97% nos focos de calor.
O Plano prevê, inicialmente, o dimensionamento mínimo de materiais, equipamentos e veículos a serem empregados nas Unidades de Conservação Estaduais e seus entornos, bem como nos municípios. Outro meio que o coronel elenca fazer parte das ações de prevenção às queimadas é o monitoramento dos dados climatológicos.

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