sábado, julho 14, 2018

Estudo diz que frota pública para transporte coletivo em Cuiabá reduziria o preço da passagem


Um estudo realizado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) concluiu que o ideal para Cuiabá é a frota pública com operação privada. De acordo com dados levantados, essa mudança traria uma redução de aproximadamente 24% ao mês nos custos no transporte público. No ano, a economia seria de mais de 280%.

Nessa modalidade, os ônibus são adquiridos pelo município e a operação realizada por empresas. Além da redução na outorga, os passageiros pagariam um valor menor na passagem. O estudo compara o modelo atual e o da frota pública. Imaginando uma tarifa vigente de R$ 4,10, caso fosse instituída frota pública com operação privada, contendo 370 ônibus a diesel e 30 micro -ônibus, todos zeros, com investimento de R$ 167 milhões, o valor da tarifa cairia para R$ 3,10 a um custo mensal do sistema de R$ 10,3 milhões.
Foram 120 dias de estudos que gerou relatório de recomendações ao município. A partir deste documento, o executivo terá as informações necessárias à tomada de decisão acerca do futuro modelo do sistema de transporte público coletivo e para lançar o edital do transporte.
Nesse modelo, o estudo aplicou um índice de 8% sobre a arrecadação, a título de outorga (remuneração do capital público investido), 2% sobre a arrecadação para destinação ao fundo de renovação de frota e 5% como remuneração dos serviços das concessionárias.
Em comparação, com uma frota com as mesmas especificações, mas totalmente privada, o estudo aponta que a tarifa subiria para R$ 4,23, com custo mensal de R$ 13,6 milhões, com mesmo investimento de R$ 167 milhões.
De acordo com o levantamento, entre as vantagens da frota pública estão maior controle do sistema, utilizando o transporte público coletivo como um instrumento de planejamento urbano, menores riscos para o município em caso de rompimento de contrato. Além da inexistência de risco de retomada de frota por credores da concessionária, possibilidade de ganho na compra em escala, com imunidade tributária e na obtenção de crédito mais barato pelo município (BNDES), o que pode ser revertido para a redução dos custos do sistema e no valor da tarifa, entre outros.
Informações da assessoria

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