quinta-feira, julho 05, 2018

Superendividamento afeta mais mulheres e maiores de 55 anos


Uma pesquisa da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro mostrou que a maioria das pessoas superendividadas tem mais de 55 anos, é mulher e trabalha no funcionalismo público.
Segundo a Comissão de Superendividamento do Nudecom (Núcleo de Defesa do Consumidor), a oferta de crédito a pessoas desses grupos é mais agressiva e irresponsável porque as operadoras buscam pessoas com renda estável.
Das pessoas estudadas, 66% são de mulheres e 64,13% de pessoas com mais de 55 anos. Os funcionários e servidores públicos são 68% desses endividados.
No grupo, há pessoas de diferentes faixas de renda, variando desde um salário mínimo (R$ 937 em 2017) até uma renda mensal mais que 20 vezes maior que o mínimo (R$ 18.740).
Com, em média, 90% da renda comprometida, os superendividados buscaram a defensoria depois de se complicarem, principalmente com crédito consignado, a origem da dívida em 41,8% dos casos. Outras formas frequentes de endividamento foram o cartão de crédito, o cartão de crédito consignado, o empréstimo ou crédito pessoal, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), o cheque especial e os acordos de renegociação de dívidas.
Há casos em que as pessoas chegam a comprometer muito além do ganho mensal De acordo com a defensoria, os superendividados são pessoas de boa fé que se afundam em dívidas contraindo outras, porque não querem ficar inadimplentes.

A vulnerabilidade dessas pessoas aumenta porque muitas vezes elas são as únicas responsáveis pelo sustento do lar - situação de 67% delas. Segundo a defensoria, a solução encontrada na maioria dos casos foi a conciliação. Em 61% das audiências de conciliação houve decisão favorável aos endividados e, em 38,71%, a dívida diminuiu.

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