quarta-feira, agosto 29, 2018

Câmara aprova lei que estabelece igualdade entre homens e mulheres no esporte


Foi aprovada pela Câmara de Vereadores a Lei que estabelece igualdade de premiação em eventos e competições esportivas realizados em Cuiabá. De autoria do vereador Abilio Junior (PSC), o objetivo da lei, segundo o parlamentar, é fomentar a igualdade de gênero.
“Ora, se as competições demandam o mesmo esforço físico ou mental, porque haver a diferenciação de premiação? Precisávamos avançar, quebrar essa barreira. E, foi pensando nessa diferenciação existente que decidimos criar a lei, com a ideia de acabar com os problemas que, muitas vezes, acabavam desestimulando as mulheres à prática desportiva”, explicou Abilio.
Segundo o técnico das Seleções Mato-grossenses de Base de Futsal Feminino e Masculino, Marcus Penna, realmente o preconceito ainda está bastante presente no Futsal. E que, iniciativas como a do vereador Abilio contribuem para valorização da mulher no esporte.
“Infelizmente a discrepância de premiação está presente nos eventos da modalidade esportiva. Realmente essa é a nossa realidade. Ainda há muito preconceito por parte dos empresários e, até mesmo, dos próprios Governos (Municipal, Estadual e Federal). Acho que falta um pouco de boa vontade por parte desses órgãos e empresários para começar a ‘dividir o bolo’ de forma igual”, considerou Penna, destacando que a equipe feminina de Futsal Mato-grossense é Bicampeã Brasileira (2009/2013).
Diferente dessa realidade, a modalidade de atletismo, de acordo com o presidente da Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT), Tomires Campos Lopes, já tem como prática a igualdade entre os gêneros. Contudo, avaliou Tomires, “a criação da lei deve fortalecer ainda mais esse propósito, pois ainda têm muitas modalidades que não priorizam essa igualdade”.
Em Itajaí (SC), por exemplo, um campeonato de skate ofereceu como prêmio o valor de R$ 17 mil para o vencedor masculino e R$ 5 mil para categoria feminina. Isso significa que o homem, nesse caso, recebeu 240% a mais que a mulher, em uma mesma competição.
“O que percebemos é que, mesmo diante de várias conquistas, as mulheres ainda sofrem preconceito no esporte, assim como em outras áreas amadoras e até profissionais, como a do jornalismo, por exemplo. A nossa lei tem como propósito eliminar essa desigualdade existente”, salientou Abilio, citando a disparidade salarial observada entre os apresentadores do Jornal Nacional, Willian Bonner (cerca de R$ 700 mil/mês) e a Renata Vasconcelos (R$ 200 mil/mês) da Rede Globo.

Assessoria de Imprensa

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