quinta-feira, agosto 02, 2018

Gaeco faz devassa no setor financeiro da Assembleia Legislativa e com gestos nervosos presidente diz estar tranquilo


O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta quinta-feira (02-08-18) operação batizada de "Déjà vu". A ação é centrada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e cumpre ordens judiciais de busca e apreensão com objetivo obter provas para subsidiar investigações em curso e apuração dos crimes de associação criminosa, supressão de documentos e peculato, com envolvimento de servidores públicos, empresários e parlamentares estaduais. Eles são suspeitos de uso de notas fiscais “frias” para subsidiar pagamentos de verba indenizatória e verbas de suprimentos a deputados.
Os mandados judiciais foram expedidos pelo desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
A assessoria de imprensa do Ministério Público divulgou que a operação envolve o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco – criminal) e Gaeco que é composto por membros do Ministério Público (MPE), Polícia Civil (PJC) e Polícia Militar. 
O chefe do Gaeco, promotor de Justiça Marcos Bulhões (foto), acompanhou parte dos trabalhos na Assembleia Legislativa e não detalhou sobre a investigação. Bulhões revelou que a investigação envolve parlamentares e servidores da Assembleia e destacou as diligências são para conseguir documentos gerais que "façam provas do que a gente está investigando".
As buscas foram realizadas em todos os setores da Assembleia, como Financeiro, Contratos, Licitações, Instituto Memória, exceto os gabinetes dos deputados. Toda a operação foi acompanhada pelos procuradores do Legislativo.

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), disse que não sabe do que se trata a operação, mas disse que não tem nada a esconder. Ele falou isso durante coletiva de imprensa convocada às pressas e realizada enquanto o Gaecco vasculha os setores alvos da operação.
Aparentando estar bastante nervoso, Botelho disse estar sereno quanto a ação. “Aqui não tem nada que está sendo escondido. O administrativo desta Casa está aberto para eles e para qualquer um. Tudo que nós fazemos aqui está no Fiplan [ Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade]. Aqui a transparência é total. Pode vir a hora que quiser aqui dentro desta Casa. Inclusive, pode vir sem mandado. ‘Nós vamos entrar, queremos ver o financeiro, queremos olhar documento’, pode vir, está liberado”, explicou o deputado.
Ainda conforme Botelho, as informações buscadas nas investigações referem-se aos anos de 2012, 2013, 2014 e 2015.

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