quarta-feira, agosto 08, 2018

Operação Red Money conclui que membros da facção CV movimentam R$ 52 milhões em contas em Mato Grosso


De acordo com informações da assessoria de imprensa da Policia Judiciária Civil, referentes a investigação da Operação Red Money –deflagrada nesta quarta-feira (08-08-18), aponta que R$ 52 milhões foram arrecadados por meio de esquema desenvolvido pela facção Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, valores acumulados através de pagamento de mensalidade de integrantes e traficantes, além da chamada taxa segurança em comércios e de empresários.
A operação também revelou outra fonte de renda vem de crimes articulados de dentro dos presídios como roubos e furtos de veículo e agências bancárias, tráfico de drogas, estelionatos diversos. A cifra movimentada pelos criminosos diz respeito a entradas e saídas de dinheiro de 44 contas de investigados no período de um ano e meio (entre 1º de junho de 2016 a 18 de janeiro deste ano). 
Para a ação policial, deflagrada nesta quarta-feira (8), pela Polícia Judiciária Civil, sob a coordenação Diretoria de Inteligência e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Justiça expediu mais de 230 ordens judiciais, sendo 94 mandados de prisão preventiva, 59 buscas e apreensão, 80 ordens judiciais de bloqueios de contas correntes, além de sequestro de bens (veículos, joias, imóveis urbanos e rurais) e valores.
Segundo a investigação, a facção arrecada por mês cerca de R$ 170 mil e mais de R$ 1,2 milhão, por ano, com as mensalidades pagas pelos faccionados. 
O montante é usado no enriquecimento ilícito das principais lideranças com a compra de veículos de alto valor, propriedades rurais e urbanas. Carros luxuosos são ostentados pelas mulheres das lideranças, que são bancadas com o dinheiro da atividade criminosa.

No alto escalão financeiro da facção estão: Francisco Soares Lacerda (Brasília) e Jonas Souza Gonçalves Junior (Batman), sendo este último dono da empresa JJ.Informática, constituída com fins de lavagem do dinheiro das ações criminosas. Os 2, assim como outras lideranças e colaboradores, tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos na operação Red Money.
As ordens foram acatadas pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, tiular da da 7ª Vara Criminal, que é especializada contra o crime organizado.
De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Fernando Vasco, foi necessário mudar a estratégia de combater os faccionados, não somente prendendo-os, mas também descapitalizado as organizações criminosas, com bloqueio de bens e valores, e, assim, desestruturando sua base financeira. “Fazemos a repressão qualificada diariamente pelas unidades da Capital e do interior. Mas a prisão se mostrou insuficiente para fazer com que esses indivíduos deixassem de deixassem de praticar crimes. Temos que agir contra o patrimônio dessas facções e com essa operação avançamos um degrau no combate ao crime organizado”, ressaltou.
A Operação Red Money é coordenada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil juntamente com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Diretoria de Interior - núcleos de inteligência das delegacias de Cáceres, Barra do Garças, Água Boa, Juína, Sinop, Primavera do Leste, Rondonópolis, Tangará da Serra, Guarantã do Norte, Pontes e Lacerda) , Núcleos de Inteligência da Delegacia Especializada de Entorpecentes (DRE) e Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), além de colaboração da Polícia Civil dos estados do Pará e Mato Grosso do Sul.
A ação conta também com o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Com assessoria da Sesp-MT

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