domingo, novembro 04, 2018

Bom exemplo se aprende em casa





“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Como confiar em alguém que dá um conselho, mas não o pratica? E se essa pessoa for o pai ou a mãe? Neste caso, a expressão popular perde todo o sentido. Afinal, não há como exigir que uma criança siga o caminho socialmente correto, se o seu exemplo de vida fizer o contrário. Sim, a conduta dos pais reflete no comportamento dos pequenos.

Segundo a psiquiatra Ivete Gianfaldoni Gattas, o indivíduo que assume o papel de cuidar é o modelo primário, portanto, fundamental para determinar a moral de uma criança. “São a primeira fonte de aprendizado, de imitação e de reforçamento dos comportamentos”, explica a coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Tratar as pessoas de maneira arrogante, fumar, consumir bebida alcoólica exageradamente, falar palavrão sem pudores ou provocar brigas. Todo e qualquer ato considerado inadequado pode ser copiado pelos filhos, que agem sem culpa, já que são estimulados por seus “heróis”. Isso é o que os especialistas chamam de “comportamento imitativo”.

Quanto mais a criança conviver com um adulto que age de maneira irregular, mais comum será este processo de imitação, revela a psiquiatra. O oposto também é verdadeiro, se o pequeno se cercar de gentilezas, será gentil com o próximo. “O comportamento dos pais, ou de quem faça esta função, é o modelo para a conduta infantil”, garante a médica, que atua na área há quase 30 anos.

Ensinamentos do mundo moderno
Cuidar do meio ambiente está na moda. O tema, que ganhou espaço nos programas de televisão e nas prateleiras das bibliotecas, também está nas salas de aula. Exemplos de “como cuidar do mundo” estão partindo dos próprios filhos, que aprendem na escola a importância de economizar água, reciclar e preservar a natureza. E é normal que estas orientações sejam levadas para o ambiente familiar.

Também é comum que os pais sejam advertidos se jogarem um papel no chão. Em situações parecidas, o melhor é assumir o erro. “Admitir e tentar corrigir é educativo para os filhos. Esses conceitos aprendidos na escola, muitas vezes, não são de hábito das famílias, mas podem ser absorvidos no dia a dia. Isso mostra que crianças podem contribuir com suas ideias para o bem-estar em casa”, conclui a psiquiatra infantil.

Fonte: Carinho de Mãe

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