segunda-feira, outubro 22, 2018

Cabeleireira que ficou desaparecida por quatro dias estava com o amante; agora o bicho pegou


Uma jovem senhora, mãe de dois filhos, será indiciada por falso sequestro pela Polícia Judiciária Civil (PJC) juntamente com o companheiro de aventura.

Aline Figueiredo da Cruz, com 28 anos de idade, e o amante Marcelo de Souza Arruda, viveram a aventura amorosa durante quatro dias. Só que as consequências desse ato serão sentidas por muito tempo, já que ela e o “companheiro” foram autuados nesta segunda-feira (22-10-18) por terem inventado um crime de falso sequestro em Várzea Grande. Nem é preciso dizer que o casamento deve ter chegado ao fim e de forma traumática.

O caso foi descoberto pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil, após 4 dias do suposto desaparecimento de Aline Figueiredo da Cruz. Ela e Marcelo de Souza Arruda responderão criminalmente pelo crime na Justiça.

Segundo o delegado titular da GCCO, Diogo Santana, familiares da mulher procurou a polícia para denunciar o desaparecimento de Aline na quinta-feira (18-10-18), informando que ela teria sido vista pela última vez na noite de quarta (17-10-18), quando disse ao marido que iria ao shopping de Várzea Grande para participar de um curso na área de estética e beleza.

Forças policiais foram mobilizadas para localizar a suposta vítima, mãe de duas crianças. Parentes da jovem chegaram a receber telefonema no dia seguinte ao desaparecimento, onde um homem se identificou como sequestrador. Ele teria passado instruções para que a polícia não fosse comunicada de nada, caso contrário Alline morreria.

Durante todo o final de semana, a GCCO efetuou diversos deslocamentos e oitivas buscando a localização da jovem supostamente sequestrada. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) efetuou trabalho pericial no carro da mulher (um Ford Fiesta), encontrado abandonado próximo a Avenida Fernando Correa, na Capital.

Na noite de domingo (21), Alline apareceu em via pública e pediu acionamento da Polícia Militar. Ela relatou ter sido rendida por três criminosos armados que a obrigaram a seguir com eles em outro automóvel, sendo mantida trancada no quarto de uma residência durante quatro dias.

Segundo relato da mulher, os supostos criminosos a teriam abandonado apenas no domingo, na Rodovia dos Imigrantes. Contradizendo os relatos da mulher, testemunhas afirmaram tê-la visto com aparência tranquila e tomando cerveja em uma lanchonete, em horário posterior ao desaparecimento/suposto sequestro, acompanhada de um homem.

Como viu que “a casa havia caído”, Alline confessou que estava durante os quatro dias em companhia de Marcelo de Souza Arruda, que conheceu por uma rede social há aproximadamente um mês. Declarou que na noite de quarta-feira (17) teria ingerido muita bebida alcoólica, fazendo com que perdesse o horário de voltar para casa, de modo a não levantar suspeitas do marido.

No dia seguinte aos fatos, ela declarou ter tido a ideia de montar um falso sequestro para justificar sua ausência. Alline e Marcelo foram, em seguida, para uma propriedade rural em Mimoso, onde permaneceram até a tarde de sábado (20). Ela admitiu que comprou um chip para que fosse feito contato com a família se passando por sequestrador. A ligação foi efetuada por Marcelo.

A mulher também detalhou que rasgou a própria roupa antes de pedir a terceiro para que acionasse a Polícia Militar no domingo (21).


Tanto Alline quanto seu amante Marcelo vão responder criminalmente por falsa comunicação de crime. “Ambos serão indiciados em razão da gravidade de se mobilizar as forças de Segurança Pública (Polícia Militar, Politec e Polícia Civil), com uma narrativa absolutamente falsa e irresponsável”.

Com assessoria da PJC

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