quinta-feira, outubro 04, 2018

Fechamento de empresas salta de 5 mil para 71 mil em um ano


O Brasil perdeu 70.800 empresas no ano de 2016, segundo o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado nesta quarta-feira (03-10-18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado é 14 vezes maior do que o registrado em 2015, quando o país havia perdido 5 mil companhias.

Este foi o terceiro ano consecutivo em que caiu o número de empresas ativas no país, segundo o "censo" do IBGE do mercado empresarial — em 2014, a queda foi de 4,6%, ante 0,1% em 2015 e 1,6% em 2016.

Apesar da quantidade de companhias fechadas, foram criados 232,2 mil postos de trabalho no ano de 2016 — houve ganho de 739,3 mil vagas assalariadas e perda de outras 507,1 mil.

Mesmo assim, as chamadas empresas sobreviventes, que resistem de um ano para o outro, também perderam pessoal assalariado. “Uma parcela das empresas sobreviventes entre 2015 e 2016 apresentou redução no porte, ou seja, estão diminuindo de tamanho”, explicou Kátia Carvalho, uma das pesquisadoras do IBGE.

No final de 2016, havia 4,5 milhões de companhias ativas. Do total, 648,4 mil foram criadas ao longo do ano, enquanto outras 719,5 mil fecharam. A diferença entre ambos os resultados é o saldo de companhias fechadas em 2016 — 70.800 empresas. 

A maior parte das companhias fechadas em 2016 (82,9%) não tinha empregados. Outras 16% tinham de um a nove funcionários e apenas 1,1% tinha 10 ou mais. Considerando a abertura de empresas, 74,5% delas não tinham mão de obra, 234% tinham de um a nove trabalhadores e 2,1% eram de maior porte, com 10 ou mais pessoas. As empresas brasileiras têm, em média, 11,2 anos. 

A média salarial dos trabalhadores foi de R$ 2.328,63 em 2016. Dos 38,5 milhões de pessoas ocupadas, 32 milhões eram assalariadas (83,1%) e 6,5 milhões, proprietários ou sócios de empresas (16,9%). 

Com informações da agência Brasil

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