sexta-feira, outubro 05, 2018

Violência doméstica custa R$ 1 bilhão por ano ao mercado do trabalho nacional


Um estudo realizado pela Universidade Federal do Ceará mostrou que além de prejudicar a saúde física e mental da mulher, a violência doméstica também tem impacto na economia do país. Isso porque ela custa ao mercado de trabalho cerca de R$ 1 bilhão por ano.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores calcularam o número de mulheres agredidas dentro de casa que precisam faltar no emprego, com base na Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica Familiar contra a Mulher (PCSVDF Mulher) e na Lei Maria da Penha.
A pesquisa estima que, em média, mulheres que sofreram violência dentro de casa faltem 18 dias no trabalho, anualmente. Além disso, elas também ficam empregadas cerca de 20 meses a menos, quando comparadas às mulheres que não foram violentadas. A situação se estende ao salário que é 10% menor.
“O país perde como um todo, pois essas mulheres não colaboram para o processo diário que fomenta a economia e tampouco contribuem para trazer a inovação/desenvolvimento, onde quer que atuem. Consequentemente, elas também trazem prejuízos financeiros – tanto para as empresas, quanto para o Governo (INSS). Após constantes faltas no trabalho, muitas vezes essas mulheres são afastadas, por licença médica, para realizar algum tipo de tratamento físico ou psicológico. A violência doméstica é um verdadeiro crime contra a mulher e contra a Nação”, defende a advogada Dra. Christiane Faturi Angelo Afonso.
Outro levantamento chamado de “Pesquisa Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher”, mostrou que 27% das nordestinas entre 15 e 49 anos já foram vítimas de violência doméstica ao menos uma vez na vida. 
O estudo mostrou ainda que 23% das nordestinas agredidas recusaram ou desistiram do emprego porque o companheiro era contra. Entre as não agredidas, o percentual fica em torno de 9%.

No lançamento da pesquisa, Fátima Pelaes, secretária nacional de Direitos da Mulher da Presidência da República, enfatizou a relevância de olhar para o problema também pelo viés econômico. “É importante que a sociedade entenda que a violência doméstica está impactando a economia do país. As empresas precisam entender isso. Precisamos envolver todo mundo nessa luta”, alegou.
Com informações da Agência Brasil

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