sábado, novembro 17, 2018

Conselho de Segurança dos EUA elogia Bolsonaro sobre cubanos no Mais Médicos


O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos elogiou na noite desta sexta-feira (16-11-18) o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), por sua postura em relação ao programa Mais Médicos. Através da conta oficial de Twitter do órgão, o Conselho de Segurança Nacional divulgou em duas postagens, uma em inglês e uma em português a mensagem: "Elogiamos o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, por tomar posição contra o regime cubano por violar os direitos humanos de seu povo, incluindo médicos enviados para o exterior em condições desumanas".
O Conselho de Segurança Nacional é o principal fórum da presidência nos Estados Unidos para assuntos de segurança nacional e relações de política internacional.
Mais cedo, a secretária para assuntos de Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Kimberly Breier, já havia se manifestado nesse sentido. "Que bom ver o presidente eleito Bolsonaro insistir em que os médicos cubanos no Brasil recebam seu justo salário em vez de deixar que Cuba leve a maior parte para os cofres do regime", escreveu ela em sua conta no Twitter.
Na quarta-feira(14-11-18), o governo cubano informou que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" de Bolsonaro, que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto. O programa Mais Médicos tem 18.240 profissionais - sendo 8.332 cubanos. Nesta sexta, Bolsonaro voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos e disse que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados.
Assessor americano planeja viagem ao Brasil
A aproximação entre o governo americano e o entorno de Bolsonaro vem acontecendo desde a eleição do brasileiro. O Assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, planeja uma viagem ao Brasil no próximo dia 28 e 29 na qual deverá se encontrar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada com duas fontes pelo Estado. O governo americano ainda não bateu o martelo sobre a viagem, mas a possibilidade de que o americano se encontre com Bolsonaro vem sendo discutida nas últimas semanas.

No início do mês, em discurso, Bolton considerou a eleição de Bolsonaro no Brasil como um sinal positivo na América Latina e destacou que o brasileiro é um parceiro com ideias semelhantes às dos EUA. Bolton, que é um dos conselheiros de Trump para política externa, considera Bolsonaro como um aliado na região contra governos de esquerda como Venezuela, Cuba e Nicarágua - o que ele já chamou de "troica da tirania".
 

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