domingo, dezembro 09, 2018

A saúde e o homem



Mais resistentes a enfrentar os consultórios médicos e expostos a mais riscos, os homens ainda não contam com uma política pública eficiente para tratar de sua saúde. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, está presente em menos da metade dos 5.665 municípios brasileitos.

Dados mais recentes apontam a necessidade de um programa capaz de conscientizar o público masculino a cuidar mais da sua saúde. Pesquisa do Ministério da Saúde, aponta que os homens fumam mais, são mais sedentários e se alimentam pior. Além disso, um estudo do Centre for Environment and Health revela que o Índice de Massa Corporal (IMC) do homem brasileiro aumentou quase 14% de 1980 a 2008, enquanto o das mulheres teve um acréscimo menor, quase 8%, no mesmo período.

O resultado dessas constatações é que os homens são vulneráveis a contrair mais doenças e a morrerem mais cedo. Males cardiovasculares, por exemplo, são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no país em um ano. Isso significa que 308 mil pessoas falecem de enfarto e acidente vascular cerebral. Destas, 60% são homens, segundo o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

O câncer de próstata também está entre as causas mais frequentes de mortes. O número de óbitos por esse tipo de câncer cresceu 120%, entre 1979 e 2006 (dados mais recentes disponibilizados), de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). 

O preconceito da população masculina em procurar um médico é apontado como um fator preponderante nesse cenário. O coordenadoria da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, diz que os homens em geral apresentam uma maior resistência em buscar os serviços de saúde com regularidade. 


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