quarta-feira, dezembro 05, 2018

Esquema de fraudes na obtenção da CNH é alvo da operação “Mão Dupla”; beneficiados por fraude terão carteiras de habilitação canceladas


A operação cumpre 60 ordens judiciais, sendo 25 mandados de prisão preventiva e 35 buscas e
apreensões nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, São Félix do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Tangará da Serra, Juína e Rondonópolis.

A organização criminosa operava no agenciamento de candidatos que não detém capacidade técnica, para serem aprovados nos exames práticos e teóricos de direção veicular. Eles eram cooptados a fazer o pagamento da CNH, sem necessidade de realizar os testes, apenas assinavam as listas de presença e os laudos de provas. Após iam embora sem realizá-los.   

A operação “Mão Dupla”, deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (05-12-18), pela Polícia Civil, investiga pagamentos de valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil para aprovações sem a necessidade de testes.  

Os valores eram pagos aos representantes das autoescolas, que por sua vez repassavam aos servidores da banca examinadora do Detran. A afirmação é embasada em depoimento de 21 candidatos interrogados pela Civil.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.   

O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que conduz a operação, disse que os condutores de veículos em Mato Grosso que obtiveram a carteira nacional de habilitação (CNH) mediante pagamento de propina a examinadores e donos de auto escolas, sem fazer aulas e testes, terão seus documentos cancelados.

Segundo Sylvio do Vale, a Polícia Civil ainda não conseguiu apurar o número de pessoas que se beneficiaram do esquema criminoso operado no Departamento estadual de Trânsito (Detran-MT). Isso porque, segundo apontaram as investigações, a quadrilha já atua há 10 anos. 

Ainda conforme o delegado, algumas carteiras de habilitação já foram canceladas pelo Detran, que conseguiu identificar casos de fraude. Por ser um esquema antigo, o delegado acredita que o número de envolvidos é maior e, segundo ele, a operação também visa identificar todas essas pessoas, como servidores que já estejam aposentados, por exemplo.

Os nomes dos alvos da operação também não foram divulgados, apenas o de Silvio Bueno, examinador do Detran que é apontado como o líder da organização criminosa. “É ele que coordena todo esse esquema e ele que faz as escalas de viagem. A partir desse momento em que são marcadas as provas práticas, é onde é consumado o crime. As escalas são montadas dentro do Detran e eles [examinadores] já saem daqui pra realizar a prova prática já pré-determinado quem seriam os candidatos aprovados”, explica o delegado.

Com informações e foto da assessoria de imprensa da PJC

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