quarta-feira, dezembro 12, 2018

Futuro governador não descarta escalonamento de salários de servidores no início da gestão


O céu não será de brigadeiro para os servidores públicos do estado de Mato Grosso em 2019. Pelo menos há prenuncios de tempestades no que se refere a pagamento de salários aos segmento. O  governador eleito, Mauro Mendes (DEM), disse na terça-feira (11-11-18) que o escalonamento dos salários feitos pela atual administração poderá ser mantido em seu governo.  Ele disse disse que esse medida se fará necessária, pelo menos no início da gestão.

O futuro governador do Estado disse ainda que uma das formas de se buscar soluções para evitar atrasos nos salários, como os registrados este mês para alguns dos servidores, é a medida já anunciada de cortar secretarias, autarquias e empresas públicas, além de cerca de 3 mil cargos comissionados, gerando uma economia de aproximadamente de R$ 200 milhões ao ano.

O governador eleito já havia falado na semana passada que o orçamento para 2019 prevê um déficit de R$ 1,5 bilhão. Para sanar os efeitos deste rombo, além de extinguir autarquias, aventou a possibilidade de promover planos de demissão voluntária dos servidores. 

Sobre o escalonamento, ele disse que a mendida ainda não é uma definição, mas ressaltou que é um medida em avaliação. "Não posso descartar e nem confirmar. Os números dependem sempre da arrecadação. Vamos trabalhar fortemente para tomar as medidas de contenção de despesas. Todos estes cortes que estamos programando nas secretarias e nos cargos comissionados, irão gerar uma economia de aproximadamente R$ 200 milhões. Isso é significativo e irá contribuir para que busquemos o equilíbrio ainda em 2019", afirmou.

O governador eleito comentou que o assunto tem sido tratado por ele ainda no processo eleitoral e que já havia apontado o desequilíbrio nas contas públicas. Ele declarou que o problema no pagamento dos salários dos servidores seria apenas um reflexo disso.

"Falei sobre isso muitas vezes durante o processo eleitoral e desde que me propus a estudar um pouco mais as contas públicas logo no início do ano, percebi claramente um desequilíbrio e os números retratam isso. Esse atraso de salário só é mais um passo nessa direção", disse. 

Para Mauro Mendes, as medidas anunciadas irão evitar que a situação vivida pelo Executivo estadual piore ainda mais. O futuro governador ressaltou que, caso nada seja feito, a tendência é que a situação de Mato Grosso se torne semelhante a vivida por estados que estão passando por dificuldades, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

0 comentários:

Postar um comentário