domingo, dezembro 09, 2018

Quem ronca tem quase cinco vezes mais risco de ter câncer


Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, acreditam que exista uma correlação entre ronco e graves distúrbios respiratórios durante o sono com a probabilidade quase cinco vezes maior de morrer de câncer. O suprimento inadequado de oxigênio durante a noite seria o causador do problema.
Testes de laboratório já haviam mostrado que a interrupção intermitente da respiração leva a um crescimento mais acelerado de tumores, já que a falta de oxigênio estimula o crescimento de vasos sanguíneos que nutrem os tumores.

Sem ar
Os pesquisadores analisaram dados de mais de 1,5 mil pacientes que participaram de um estudo sobre Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono (DROS) ao longo de 22 anos. A forma mais comum de DROS é a apneia obstrutiva do sono, na qual a respiração é bloqueada deixando a pessoa sem ar. Isso provoca ronco e a interrupção do sono e o problema é geralmente associado a obesidade, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos e derrames.

Os resultados mostraram que a probabilidade de morte por câncer aumentava drasticamente de acordo com a gravidade do distúrbio. Pacientes com distúrbios graves de respiração o risco aumentava 4,8 vezes.

A obesidade como vilã
Como o ronco está frequentemente relacionado com o aumento de peso, o principal remédio para acabar ou amenizar o problema é a prática de atividades físicas, para melhorar o tônus muscular e favorecer a perda de peso.

Manter o peso sob controle é fundamental também para prevenir o câncer, inclusive o de próstata que, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) trata-se da segunda neoplasia no Brasil, atrás somente do câncer de pele, e o mais comum entre os homens no País.

O médico Anderson Silvestrini, presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica) explica que a quantidade de células de gordura é responsável pelo desenvolvimento da doença. “O excesso de gordura desequilibra o metabolismo e, dessa forma, altera também os níveis de testosterona, fazendo com que as células saudáveis sejam agredidas e transformadas em precursoras de um tumor.”

“Alimentação saudável somada à prática regulares de exercícios físicos é essencial para o combate à obesidade e ajuda a evitar não só o câncer de próstata como uma série de outras doenças”, afirma Silvestrini.
 
Tratamento
Diante da alta incidência de câncer, tão importante quanto a prevenção é o diagnóstico precoce e, em qualquer que seja o tipo de neoplasia, é consensual que a doença não precisa estar associada a um atestado de morte. “Com as novas descobertas, tratamentos individualizados de acordo com a linha histológica e drogas cada vez mais avançadas e alvo-específicas, as taxas de remissão ou cura são hoje uma realidade incontestável, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida do paciente é cada vez maior”, destaca o Silvestrini.
Fonte: Yahoo! Brasil






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