sábado, dezembro 29, 2018

Síndrome do Pânico. Fique de olho neste problema! - Drº. Carlos Eduardo Reis


Também conhecido como Síndrome, o Transtorno de Pânico é um “ataque” de ansiedade que inicia de modo súbito, com inúmeros sintomas físicos e duração limitada em torno de dez minutos. O problema ocorre principalmente em pessoas de 14 a 45 anos, sendo que, a cada 100, 4 são afetadas. Os maiores índices são registrados em mulheres, nas quais a proporção chega a ser de 2 para 1, se comparada com os homens.

Existem transtornos mentais que são comumente associados com o de pânico, a exemplo da depressão ou abuso de álcool e drogas. Em todos os casos, o melhor é procurar auxílio médico e psicológico para uma correta avaliação. A boa notícia é que o tratamento para a doença tem excelentes resultados na maior parte dos casos.

Normalmente, as pessoas que sofrem de ataque do pânico costumam apresentar alguns aspectos em comum:
a) São extremamente produtivas no nível profissional;
b) Costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres;
c) São muito exigentes consigo mesmas e não convivem bem com erros ou imprevistos;
d) Possuem um certo perfeccionismo com excessiva necessidade de estar no controle e de ter a aprovação dos outros;
e) Têm tendência a se preocupar demais com os problemas do dia a dia;
f) Possuem alto nível de criatividade;
g) Não sabem diferenciar seus sentimentos; 
h) Tem uma grande tendência à não perceber suas necessidades físicas.

Outras características que também podem ser citadas são a privação afetiva, a dependência emocional e a passividade nas relações interpessoais.

O pânico também chega a produzir um grau elevado de incapacitação. Devido aos sintomas, cerca de 90% dos pacientes acreditam ter alguma doença física como as gastrointestinais (10%), vertigens e labirintoses (15%), queixas cardiológicas (16%), hiperventilação (35%) e queixas psíquicas (30%).

Tenho síndrome do pânico?

Alguns sintomas são considerados típicos do transtorno. São eles, as palpitações (coração acelerado), suor excessivo, tremores, tontura, sudorese, alterações gastrointestinais (cólica, diarréia), sensação de falta de ar ou asfixia, dor no tórax, ânsia de vômito, ondas de calor, calafrio, formigamento e medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer. Uma pessoa com síndrome vai vivenciar, no mínimo, quatro das características citadas. 

É preciso ficar atento, pois, os primeiros ataques surgem sem qualquer aviso, de modo totalmente inesperado. Eles podem estar associados ou ser ainda maiores devido a algum tipo de situação como ouvir falar em alguém que teve infarto ou mal súbito, estar em locais distantes, sem acesso a hospitais e clínicas, presenciar situações de violência ou estresse, ter pensamentos negativos e passar por exposição pública.

Em muitos casos, ocorre um quadro chamado de agorafobia, no qual o paciente passa a evitar determinadas situações ou locais por causa do medo de sofrer um ataque. Dentre os lugares onde ela costuma se desenvolver estão túneis, engarrafamentos, aviões, grandes espaços abertos e shopping centers. Com a progressão do transtorno, o paciente pode ficar cada vez mais receoso em ficar sozinho, e assim, virar dependente de terceiros, limitando suas atividades cotidianas.

DICAS PARA CONTROLAR AS CRISES

É muito importante não tentar lutar contra o pânico, pois este não é um mecanismo consciente, e sim, decorrente de mecanismos automáticos cerebrais que fazem parte de um complexo sistema de defesa do organismo. No entanto, algumas ações podem auxiliar no controle das crises. Confira:
• Utilize técnicas de relaxamento, como meditação ou preces, por exemplo;
• Recorra a distrações suaves como uma conversa, música e massagem em regiões do corpo que lhe causem relaxamento;
• Controle a sua respiração.

Carlos Eduardo Reis de Sousa é médico e cirurgião-dentista, com pós-graduação em educação, psiquiatria e medicina do trabalho e mestrado na área de saúde coletiva. É docente de cursos de graduação e pós-graduação na área médica, escritor e palestrante.

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