sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Ciosp recebeu mais de 94 mil trotes em 2018; essa prática é crime


Dados divulgados pela Secretaria de  Estado de Segurança Pública (Sesp),  mostra registro de 94.273  ocorrências em 2018 pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Desse total, pelo menos 62 mil trotes partiram de crianças e os demais por adultos. A secretaria também revelou que foram 1.013.840 chamadas no decorrer do ano passado.

Este número, conforme a Sesp, pode ser considerado superior se somar os trotes e as ligações não concluídas, desta forma, a quantidade sobe 645.757 mil ligações, o que equivale a 63% do total das chamadas recebidas, considerando os atendimentos em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.

“As chamadas não concluídas são aquelas que a pessoa liga, o atendente tenta o contato, mas a pessoa não responde e desliga. Neste momento, um canal está disponibilizado para uma ligação que não se trata de uma ocorrência”, explicou o gerente técnico do Ciosp, sargento BM Leandro Alves.

As práticas mais comuns de trotes são palavrões, relatos inverídicos de violência, assédio aos atendentes e canções.

Em 2017, houve 1.185.776 chamadas. Deste número, 93.689 mil foram trotes. Uma redução mínima de ligações falsas. O Ciosp é responsável pelo recebimento das chamadas emergenciais da Polícia Militar (190), Polícia Judiciária Civil (197), Corpo de Bombeiros (193), Secretaria de Mobilidade Urbana - Semob (118) e o Disque Denúncia Nacional (181). A central também coordena o envio de pessoal e viaturas ao atendimento das ocorrências

O número de viaturas enviadas para ocorrências falsas não é maior porque, em 2017, a Sesp implantou uma ferramenta de identificação de chamada, o que aponta de qual bairro a ligação está sendo feita. “No momento em que é atendida a ligação, o operador já pergunta de qual bairro está falando e em alguns casos, o local não confere ao que está registrado, então já é detectado que se trata de um trote”, explicou o coordenador.

Há casos que o Ciosp chega a receber mais de 300 ligações de um único número no período de um mês. Nestes casos, os gestores encaminham o contato para a Delegacia de Polícia para que seja feito o pedido de cancelamento do número. A autoridade policial também chama o dono da linha para prestar depoimento, mas, em alguns casos, o autor das chamadas alega desconhecimento dos fatos.


O trote aos serviços de emergência é um crime previsto no Código Penal. Quando identificado, o autor é enquadrado no artigo nº 340 do Código Penal: falsa comunicação de crime ou de contravenção, cuja pena é detenção de um a seis meses ou multa.

Com Ascom

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