terça-feira, janeiro 15, 2019

Governo vai considerar invasões do MST como ato terrorista e quer punição dura


O governo do presidente Jair Bolsonaro tentará classificar as invasões de terras por movimentos de trabalhadores sem-terra como similar a terrorismo, com penas mais duras para os envolvidos, disse secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia. Ele afirmou que o governo deve convencer o Congresso Nacional a mudar a lei para lidar de forma mais rigorosa com tais invasões e dar à polícia maior autonomia para agir contra os invasores.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), responsável por muitas dessas invasões, foi um grande apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Muitos movimentos de trabalhadores sem-terra buscam assumir propriedades em nome da justiça social e econômica para distribuir igualmente a riqueza rural, mas os ruralistas argumentam que esses movimentos desrespeitam as leis de propriedade do país.
Garcia defende iniciativas de reforma agrária já em vigor que redistribuem terras classificadas como "improdutivas" para os pobres das áreas rurais. Mas ele disse que as leis devem ser respeitadas e as invasões pela força não serão toleradas.
Enquanto fazia campanha no Pará, no ano passado, Bolsonaro defendeu fortemente a polícia, dizendo que policiais atiraram e mataram 19 sem-terras em um episódio sangrento em 1996 porque temiam por suas vidas.
Garcia ofereceu apoio do governo a investidores estrangeiros interessados ​​em comprar terras no Brasil, uma prática proibida que exigiria a legalização pelo Congresso.
Agência Reuters

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