quinta-feira, janeiro 10, 2019

O Processo Obsessivo Espiritual - Caroline Secundino Treigher


Podemos dizer que uma obsessão se compõe de:

1. Espírito obsessor: Pode ser um desafeto, alguém que se aproxima por afinidade, que deseja ajudar mas não tem condições, alguém "encomendado" (caso de feitiço ou mandinga); pode ser encarnado ou desencarnado.

2. Obsedado: Pessoa fragilizada por mágoas, acontecimentos infelizes, perda de entes queridos, situação financeira confusa ou ruim, transgressões, tendências e lembranças culposas atuais ou ancestrais (caso de lembranças inconscientes de vidas passadas), doenças físicas, problemas psicológicos.

O tratamento de uma obsessão se dá por meio da disciplina mental e da mudança de pensamento, que acarretará uma modificação energética. Afinal, o espírito obsessor se vincula à vítima através da comunhão das energias. A pessoa obsedada entra na frequência vibratória do obsessor e é então que se dá a influência  malfazeja. Mas se ela for levada a mudar a frequência de vibração, a identidade não mais acontecerá e o processo obsessivo findará. Foi o que aconteceu com o menino levado até Jesus. A intervenção incisiva do Mestre, associada à sua grandeza moral, proporcionou tal modificação energética, que o espírito que o subjugava não mais encontrou meios de exercer influência.

Quando indagado pelos apóstolos sobre como conseguiu fazer isso, Jesus respondeu que se deveu a três fatores:

- Fé: Confiança no processo da modificação energética;

- Oração: Pensamento positivo com decorrente criação de um campo energético saudável;

- Jejum: Privação das más tendências, dos pensamentos e sentimentos que permitem o processo obsessivo.

Toda obsessão espiritual é uma doença psíquica ainda não catalogada pelos órgãos mundiais de saúde; mas nem toda doença psíquica é uma obsessão. Porém, ambos, obsessões e transtornos psicológicos, são variedades de crises espirituais.

Chamamos espiritual tudo o que se refere ao domínio do espírito, o que se relaciona com o sagrado e o transcendente. As crises espirituais são processos de maturação do espírito e podem gerar resultados positivos se bem aproveitadas, ao invés de serem consideradas catástrofes destruidoras.

Quando uma crise eclode significa que algo precisa ser feito, uma nova ordem precisa ser estabelecida, pois a antiga não está mais funcionando em favor do desenvolvimento do ser. Costumamos pensar que as doenças são geradoras de desequilíbrio, mas na verdade elas são geradas pelo desequilíbrio. É quando nos desviamos da senda do crescimento, quando tomamos uma direção infeliz, que a doença, física ou mental, nos abate.

Se minha cabeça dói constantemente eu tomo analgésicos, mas devo procurar um médico para investigar a causa da dor constante. Assim também quando atravesso uma crise espiritual devo tomar as medidas urgentes para aliviá-la, mas importa que procure entender o que ela está me dizendo, que advertência e ensinamento traz.

A superação de uma crise se dá com o encontro de um novo ponto de equilíbrio. É para isso que a dor está ali, como um alarme, chamando atenção para a urgência de uma mudança.

No Espiritismo aprendemos que as dores têm uma razão de ser, elas estão ali porque as semeamos. Ao mesmo tempo, elas estão não para nos punir, mas para nos levar de volta ao prumo certo, à vivência de nossas potencialidades espirituais na manutenção das leis harmônicas da vida!

Caroline Secundino Treigher é psicologa e espírita de berço e desde os 16 anos dá palestras da doutrina. Hoje atua como trabalhadora no Grupo Espírita Paulo e Estêvão, em Fortaleza, no Ceará. 


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