quarta-feira, janeiro 30, 2019

Veja os destaques dos principais jornais de circulação nacional - 30 de Janeiro


O Globo           
Vale promete eliminar barragens mais perigosas
A Vale anunciou que vai eliminar todas as barragens, em Minas Gerais, construídas com alteamento a montante, como as de Mariana e de Brumadinho, que têm maior risco de colapso. Para isso, a empresa terá que paralisar atividades nas áreas dessas estruturas por até 3 anos, e a produção de minério de ferro deve cair 10%. O investimento para esvaziar as barragens será de R$ 5 bilhões . “A decisão da companhia foi que não podemos mais conviver com esse tipo de barragem”, disse o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, que descartou demissões. O número de mortos em Brumadinho chegou a 84, com 276 desaparecidos. Vale e Samarco receberam, desde 2015, R$ 389 milhões em multas do Ibama, mas nada pagaram.

Governo se articula para eventual troca na empresa
O governo começou a conversar com acionistas sobre uma eventual troca no comando da Vale, caso as investigações concluam que a empresa seja culpada pela tragédia. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, negou a possibilidade de haver uma intervenção na Vale, porque seria uma sinalização ruim para o mercado.
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O Estado de São Paulo
Vale vai fechar barragens; engenheiros são presos
Três engenheiros da Vale e dois da empresa alemã TÜV SUD, responsáveis por atestar a segurança da barragem do Córrego do Feijão, que desmoronou em Brumadinho (MG), foram presos ontem temporariamente por 30 dias por suspeita de homicídio qualificado, crime ambiental e falsidade ideológica. Ao conceder as prisões, a juíza plantonista Perla Saliba Brito acatou entendimento que, dado o desabamento, os atestados de segurança poderiam não ser verdadeiros. Ainda não há informações sobre as causas da tragédia, que deixou, até ontem, 84 mortos. O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou que a mineradora vai acabar com as operações de barragens feitas pelo método de alteamento à montante, como as de Brumadinho e Mariana, considerado obsoleto, e iniciar processo de devolução das estruturas à natureza, o que deve levar até 3 anos.

País tem só 35 fiscais para 790 barragens de rejeitos
A Agência Nacional de Mineração tem apenas 35 pessoas para fiscalizar as 790 barragens de rejeitos de minérios – como as de Brumadinho e Mariana – em todo o País. Eles usam laudos feitos pelas próprias mineradoras ou por empresas contratadas e só fazem fiscalização in loco quando há discrepância de dados. Para especialistas, esse modelo aumenta os riscos. Ontem, o governo anunciou que fará inspeção em 3 mil barragens de alto risco. 
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Folha de São Paulo
Vale tem 56 barragens com elevadopotencial de estrago
Um terço das 175 barragens da mineradora Vale poderiam causar grandes perdas humanas e ambientais em caso de rompimento, aponta relatório feito pela ANA (Agência Nacional de Águas). Segundo a agência, 56 das barragens são de alto dano potencial associado, categoria que avalia possíveis perdas de vidas humanas e os danos sociais, econômicos e ambientais, caso se rompam. Nessa relação estava a de Brumadinho (MG), que se rompeu há cinco dias, deixando ao menos 84 mortos. Há 1.124 reservatórios com alto risco de rompimento, diz a ANA. Nenhum é da Vale. A barragem de Brumadinho era considerada de baixo risco. Ontem, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou que a empresa decidiu acabar com suas dez barragens a montante. “É um plano para não deixar dúvida de que todo o sistema da Vale está seguro”, disse ele. O modelo foi usado em Brumadinho.

Coaf recomendará ao BC que recue em revisão de norma
O presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Roberto Leonel, recomendará ao Banco Central a reinclusão dos parentes de políticos no monitoramento reforçado dos bancos. Em minuta de circular colocada em consulta pública no último dia 17, o BC retirou essa menção. A ação despertou preocupação de Ministério Público e Polícia Federal, que alertaram para a fragilização dos controles para identificar lavagem de dinheiro. Além de pais, filhos, companheiros, enteados, netos e avós, a vigilância extra alcança também “estreitos colaboradores" e sócios.
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Correio Braziliense       
Moradores de Paracatu temem risco de contaminação por arsênio
Além do temor de que as barragens localizadas na cidade de Paracatu sejam palco de uma nova tragédia, semelhante a de Mariana ou de Brumadinho, os moradores do município estão assustados com as suspeitas de que a mineradora Kinross Gold Corporation, empresa canadense, esteja contaminando afluentes do local com arsênio, um semi-metal altamente tóxico. Além de ser cancerígeno, também é causador de diversas doenças.
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O Dia
O Drama de Brumadinho: Perigo em seis barragens no Rio
A tragédia ocorrida na última sexta-feira em Brumadinho acendeu um sinal de alerta em todo o país, e com o Rio de Janeiro não foi diferente. Nesta segunda-feira, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) criou um grupo multidisciplinar de estudos, composto por técnicos e especialistas do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), DRM (Departamento de Recursos Minerais) e SEAS, para atualizar o diagnóstico da situação das barragens do Estado e criar critérios para regulamentar os licenciamentos.
Em território fluminense, há 29 barramentos de água contabilizados pela SEAS e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão encarregado de fiscalizar a segurança dessas estruturas. Desse total, 12 barragens foram vistoriadas e definidas como prioritárias e seis apresentam um alto Dano Potencial Associado (DPA) - um nível de risco de prejuízos mais elevados, em caso de um eventual acidente -, entre elas as de Saracuruna, Juturnaíba, Rio Imbuí-UT Triunfo, Lago Javary e Gericinó.
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Diário Catarinense
Após pedido de MG, bombeiros militares de SC se deslocam para Brumadinho
Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina está a caminho de Brumadinho (MG) para prestar apoio no atendimento e resgate nos estragos do rompimento da barragem da Vale. A força-tarefa foi acionada nesta terça-feira a pedido do governo de Minas Gerais. O governador Carlos Moisés da Silva assinou a autorização da missão nesta terça-feira. No ofício enviado pelas equipes de Minas, o pedido foi pelo envio de equipes especializada em áreas deslizadas, para apoio nas operações em resposta ao desastre local. Estão a caminho de Brumadinho um caminhão de ajuda humanitária, três viaturas tracionadas para locais de difícil acesso, seis bombeiros militares especialistas em intervenções em áreas deslizadas, quatro binômios (dupla entre cão de resgate e tutor bombeiro militar), com um veterinário especializado em desastres. 
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