sexta-feira, janeiro 25, 2019

Wilson Santos diz que Rogério Gallo pediu demissão, mas o secretário diz que é só conversa fiada do parlamentar


O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) disse em entrevista a uma emissora de rádio que a renegociação da Lei de Responsabilidade Fiscal teria provocado uma baixa no quadro de secretários do governador Mauro Mendes (DEM). O parlamentar teria dito que o Secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo teria colocado o cargo à disposição durante reunião na quinta-feira (24-01-19) entre o governador Mauro Mendes (DEM) e os chefes do Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa e Ministério Público.

Rogério Gallo rebateu a informação e negou ter havido qualquer coisa nesse sentido. “Isso é conversa fiada. Não houve nada disso e essa informação deve ter saído de alguém com imaginação fértil”, disse o chefe da Sefaz.

Se ocorreu o pedido de demissão, ou não, ninguém afirma. Porém, Wilson Santos foi categórico ao dizer que sim. "Os chefes dos Poderes foram para o Palácio, o pau quebrou. O secretário Gallo chegou a admitir deixar a secretaria, colocou o cargo à disposição do governador", disse Wilson Santos nesta sexta-feira (25-01-19) durante entrevista à rádio Capital FM.

O tucano revelou os bastidores do desentendimento entre os Poderes por conta do artigo 5º da LRF. A norma feria a autonomia dos Poderes, já que algumas movimentações financeiras necessitariam de aval do Executivo estadual.  

Wilson Santos admitiu que não participou da reunião, mas que os relatos dos participantes revelaram um “exagero de responsabilização” sobre  Rogério Gallo. "Chegou um momento que ele colocou o cargo à disposição. Ele disse que não teria apego ao cargo e se o problema fosse a sua condução, ele deixaria", explicou Santos.   

Segundo o deputado, emenda de sua autoria conseguiu superar a crise, já que a versão anterior da PRF estadual seria inconstitucional. "Essa matéria já foi julgada do Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, que disseram que era inconstitucional. A minha emenda impediu uma derrota judicial do governo do Estado", disse.   

A referida emenda é a de nº 28, que suprimiu os termos “Poder Legislativo”, “Tribunal de Contas”, “Poder Judiciário”, “Ministério Público”, “Órgãos Autônomos” e “Poderes” do projeto aprovado.   

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