sábado, fevereiro 02, 2019

Beber mais de quatro cafés por dia pode ser nocivo para a saúde


O consumo de mais de 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a quatro cafés expressos ou uma mistura de cafés, refrigerantes e energéticos, pode ser nocivo para a saúde, em especial para as mulheres grávidas e os menores de 18 anos.
O alerta foi divulgado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).
Em consequência, a EFSA recomenda, pela primeira vez na União Europeia (UE), o estabelecimento de um limite para a dose diária de ingestão de cafeína, de todas as fontes de alimentos.
Acima do recomendado, o consumo passa a ser considerado um risco, em particular em termos de problemas cardiovasculares.
Para um adulto, a dose diária sem risco é de 400 mg por dia. Um café expresso oscila entre 70 mg e 100 mg, afirmou um porta-voz da EFSA.
As grávidas podem ingerir sem risco até 200 mg por dia, para evitar efeitos colaterais na gravidez. Para os adolescentes ou crianças o recomendado é o máximo de 3 mg por quilo de índice de massa corporal.
Os adolescentes estão particularmente expostos com o consumo de bebidas energéticas e refrigerantes com cafeína em sua fórmula.
Em sete dos 13 países analisados pela EFSA, uma parte da população adulta consome mais que a dose de 400 mg.
A Dinamarca está em primeiro lugar, com uma taxa de 33% dos adultos que abusam da cafeína, seguida por Holanda (17,6%), Alemanha (14,6%), Finlândia (13,4%), Bélgica (10,4%), Suécia (9%) e França (5,8%).
Um pouco da história do café:
O café, originário da Etiópia,  é uma das bebidas mais consumidas no mundo todo. Só no Brasil são consumidas mais de 17 milhões de sacas do produto. Mas nem sempre foi assim. No início, até o ano 1.000 d.C. era usado somente para alimentar os rebanhos durante as longas viagens. Como um estimulante.

Como produção, o café começou a ser cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yêmen, Península Arábica. Dali ele foi levado até Constantinopla pelo Império Otomano, local onde foi fundada a primeira cafeteria do mundo, chamada de Kiva Han.
No século XIV, quando chegou ao continente europeu, o café era chamado de “vinho da Arábia”, pois os árabes lhe chamavam de qahwa, que em sua língua significa “vinho”. Mas o café torrado como consumimos hoje, só surgiu no século XVI.

Não foi difícil a difusão do café no mundo árabe. Uma vez que sua religião não permite o consumo de bebidas alcoólicas, o café passou a ser consumido até mesmo nos cultos religiosos. 

Mesmo assim, o comércio da bebida ou dos grãos chegou à Europa levada pelos vienenses que fundaram a Botteghe del Caffé, principal responsável pela popularização do hábito de torrar e moer o café. Foram os vienenses também, que inventaram o costume de beber o café coado, adoçado e com leite. O famoso café vienense.
Mas, foram os holandeses os primeiros a levar a planta até a Europa e a conseguir cultivar as primeiras mudas, vindas de Mokha na Península Arábica, no jardim botânico de Amsterdã. Foram os holandeses, também que levaram o café para a América do Norte, para a chamada Nova Amsterdã (atual Nova York) e para a Filadélfia. A partir de então, o café se alastrou para o resto do mundo. Primeiro para as colônias holandesas em Java, depois, para Sumatra, e as ilhas francesas de Sandwich e Bourbon, até chegar ao Brasil que se tornaria o maior produtor mundial de café e o segundo maior consumidor.

Fontes: AFP e ABIC



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