domingo, março 24, 2019

Dormir pouco aumenta chances de ataques cardíacos



Muitos não conseguem dormir oito horas diárias, devido à rotina de trabalho e doméstica ou a problemas relacionados ao sono. Pois se esses fatos fazem com que você descanse menos do que seis horas por noite, saiba que os resultados disso não são apenas cansaço e falta de concentração durante o dia, mas riscos maiores de sofrer ataques do coração ou derrames cerebrais.

O resultado é de uma pesquisa da Universidade de Warwick na Inglaterra que analisou os hábitos de quase 500 mil pessoas nos Estados Unidos, Japão, Suécia, Alemanha, além da própria Inglaterra. Os dados, publicados pelo European Heart Journal apontam que pessoas com esse perfil têm até 48% de chances de ter algum tipo de ataque do coração e até 15% de sofrer um derrame.

O sono insuficiente causa o desequilíbrio de hormônios, ligados ao apetite fazendo com que a sensação de saciedade não seja obtida. Daí a conexão entre pouco sono e o consumo excessivo de alimentos e a obesidade, o que aumenta pressão arterial e as chances dos problemas.

A recomendação é a de dormir pelo menos seis ou sete horas diárias. "A tendência de dormir tarde e acordar cedo é, na verdade, uma bomba-relógio para a saúde, portanto precisamos agir desde cedo para evitar o risco de desenvolver essas doenças", afirmou Francesco Cappuccio, um dos pesquisadores.

Na verdade, a falta de sono e o excesso são igualmente prejudiciais segundo os cientistas. Isso porque pode estar associado a doenças cardíacas pré-existentes, o que faria com que a pessoa se sinta constantemente cansada. Portanto, eles alertam de que dormir mais do que nove horas diárias merece atenção para ver se a saúde anda em dia.


Insônia pode ter origem genética

A dificuldade para adormecer e o constante estado de alerta mental pode não ser apenas fruto do estresse diário. Pesquisas recentes apontam que o problema deve ter origem genética. As informações são do jornal inglês Daily Mail.

A ciência já reconhece que pessoas possuem o gene da insônia, que causa dificuldades para relaxar, demora para adormecer, problemas para encontrar posição confortável e períodos curtos de sono, em vez de uma noite inteira de descanso.

Estima-se que um terço da população mundial possa se encaixar no perfil e que existam seis ou mais diferentes tipos de genes associados ao problema.

Até pouco tempo, a insônia era considerada um estado psicológico, gerado pelo estresse ou interrupções do sono, como turnos de trabalho ou jet lag.

Apesar de a insônia já aparecer na infância, o problema se desenvolve na vida adulta. Cerca de 40% da população por volta dos 60 anos apresenta algum tipo de distúrbio e é comum que se repita ao longo das diferentes gerações da mesma família.

A publicação  também relata que a Sociedade Real de Medicina realizou uma reunião em julho para discutir as mais recentes descobertas sobre o assunto e os objetivos são o de regular o consumo desenfreado de remédios para indução ao sono e, no futuro, a criação de outros que possam atuar sobre a produção de medicamentos que possam bloquear a atuação desses genes que perturbam o sono.

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