domingo, março 17, 2019

Viúvos têm 66% mais chances de morrer após perder o parceiro


É possível morrer de amor? Essa é uma pergunta feita há tempos, mas respondida recentemente por cientistas. Para quem duvidava, a resposta é sim, o coração partido aumenta os riscos de morte. As informações são do Daily Mail.

Um estudo descobriu que quando o parceiro morre, o risco do cônjuge viúvo morrer é 66% maior nos três primeiros meses após a perda. E o efeito pode ser ainda mais forte em pessoas mais jovens, segundos pesquisadores de Harvard.

O levantamento analisou mais de 26 mil norte-americanos com mais de 50 anos de idade. Houve 2.912 mortes durante o período do estudo. Destas, 2.373 foram entre pessoas casadas que deixaram um viúvo para trás. As outras 539 foram de pessoas viúvas.

O efeito foi mais forte durante os primeiros 90 dias após a perda do cônjuge, quando eles tinham um risco 66% maior de morrer. Sendo que 50 das 539 pessoas faleceram três meses após a perda do parceiro, 26 morreram entre três e seis meses depois e 44 entre seis meses e um ano.

"É um mecanismo de dor relacionada, ou a prestação de cuidados para o cônjuge doente que causa a doença no cônjuge sobrevivo", justifica o pesquisador S. V. Subramaniand à Reuters Health. "Ou, como um cônjuge fica doente, o cônjuge sobrevivente deixa de cuidar de sua própria saúde", sugeriu.

Como este estudo apenas olhou para pessoas com mais de 50 anos de idade, não está claro se as pessoas mais jovens que enfrentam os mesmos riscos após a morte do cônjuge. Mas o Dr. Subramanian disse que algumas evidências sugerem que o efeito viuvez é realmente mais forte entre os jovens.

Alguns especialistas dizem que a mudança no estilo de vida pode ser a culpada. “Talvez eles costumassem caminhar todas as noites, mas agora eles não estão fazendo mais isso. Talvez não estejam dormindo bem ou deixaram de tomar seus medicamentos", sugere o geriatra Ken Doka, do The College of New Rochelle em Nova York. "Além disso, ser viúvo é extremamente estressante, e quando você for mais velho e mais frágil é muito difícil lidar com o estresse”, acrescentou o especialista.

Fonte:Daily Mail

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