segunda-feira, maio 13, 2019

Cuba planeja racionar vendas de itens de alimentação


Cuba vai racionar as vendas de produtos básicos, disseram autoridades do país, já que as sanções mais severas dos Estados Unidos e a implosão econômica da aliada Venezuela pressionam ainda mais o regime comunista a importar alimentos básicos. A ministra do Comércio, Betsy Díaz, disse que o governo vai racionar itens como ovos, óleo de cozinha, frango, linguiça e sabão em meio à escassez generalizada desses produtos.
Autoridades cubanas atribuem a escassez ao endurecimento do embargo comercial do governo Trump, mas economistas dizem que a economia da ilha também foi duramente atingida pela redução dos embarques de petróleo subsidiado da Venezuela.
Segundo as autoridades do país, o governo não cumpriu as metas de produção de alimentos básicos, incluindo ovos e carne de porco, e serão impostos limites quanto à quantidade de frango e outros produtos que as pessoas poderiam comprar. Eles pediram aos cubanos que evitem a compra por pânico. "Estamos pedindo calma", disse Díaz na televisão estatal.
Os cubanos têm livros de racionamento emitidos pelo governo para itens básicos de alimentos, incluindo açúcar, arroz e feijão, a um custo baixo. Fora do sistema de racionamento, os cubanos têm que pagar preços altos por produtos adicionais em lojas administradas pelo governo.
Cuba gasta cerca de US$ 2 bilhões em importações de alimentos, que representam cerca de dois terços de seus bens comestíveis. Díaz disse que o embargo dos EUA força a ilha a comprar comida de mercados distantes, o que eleva os preços.

Fonte: Dow Jones Newswires e Estadão

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