quinta-feira, maio 23, 2019

UFMT desenvolve produto capaz de eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti


Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) solicitaram junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de patente do produto desenvolvido de combate ao Aedes aegypti. Ao todo, foi reivindicado o uso de 4 moléculas derivadas do composto orgânico idol.

As moléculas, quando diluídas em água, são capazes de eliminar o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya durante a sua fase larval. Estes microorganismos já são conhecidos por outras atividades biológicas e o grupo de pesquisa da UFMT propõe o novo uso como larvicida. 

Os resultados da pesquisa demonstram que estes compostos matam 100% das larvas do inseto em poucos minutos e são eficientes mesmo em baixas concentrações, mantendo sua atividade larvicida por até 30 dias. O produto é ecologicamente amigável, ou seja, atinge seletivamente larvas do mosquito Aedes aegypti. Além disso, pode ser utilizado tanto em ambientes já contaminados, quanto para a prevenção.

De acordo com o professor Marcos Antônio Soares, a UFMT tem em mãos uma ferramenta importante para ser inserida na cadeia de controle ao Aedes aegypti. “Com este produto, é possível eliminar a fase larval de um inseto causador de diferentes doenças”. 

O produto é eficiente pois atinge o mosquito durante a sua forma mais sensível, porém, o controle da população não é eficaz com apenas um mecanismo de combate. “Nós desenvolvemos uma ferramenta extremamente eficiente para ser utilizada simultaneamente com outros métodos. É importante que tenhamos um controle para eliminar a fase adulta do inseto e que cada um dos cidadãos faça a sua parte". 

No Brasil, os casos de dengue cresceram 339% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação (LIRAa) de 2019 indica que 994 municípios podem ter surto de dengue, zika e chikungunya. Em Mato Grosso, a capital Cuiabá e as demais cidades estão em um nível de infestação considerado de risco.

(Com informações da Assessoria)

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