sexta-feira, dezembro 13, 2019

Prevenção, este é o primeiro remédio para evitar a cegueira



A deficiência visual pode ser definida como a perda total ou apenas parcial da visão. Esse problema, que pode ser congênito ou adquirido, representa, para muitos, uma grande limitação. 
Com a finalidade principal de diminuir barreiras físicas, de preconceito e de discriminação, foi criado o Dia do Cego, que é celebrado em 13 de dezembro. Essa data foi instituída em julho de 1961 pelo presidente Jânio Quadros, através do decreto Nº 51.045, e marcou um importante passo para a diminuição dos preconceitos que rondam os portadores de deficiência visual.
Em Mato Grosso, de acordo com dados oficiais, existem 5 mil cegos. Isto se refere aos que nasceram assim ou perderam totalmente a visão ao longo da vida, seja na infância, na vida adulta ou velhice.
Incluindo aqueles que mantiveram parcialmente a visão, este número sobre para 91 mil pessoas.
No Dia Nacional do Cego, o alerta é para doenças oftálmicas, como glaucoma e outras, como catarata, que atingem as demais regiões dos olhos. Além de acidentes que possam atingir o globo ocular.
O glaucoma é muito agressivo e muitas vezes leva à cegueira, mas, de uma década para cá, a medicina avançou muito nesta área e há colírios e outros mecanismos para estancar a progressão da doença.
Estima-se que o glaucoma atinja mais de 1,2 milhão de brasileiros atualmente, sendo que 80% dos casos não apresentam sintomas e é a condição que mais causa cegueira não reversível em todo o mundo.
Grande parte dos casos de glaucoma é tratada com colírios para controlar a pressão intraocular que embora não seja muito importante para o diagnóstico da doença é crucial para o tratamento. Neste ponto é importante ressaltar que o diagnóstico do glaucoma é feito pelo exame do nervo óptico (fundo de olho).
O glaucoma é a maior causa irreversível de cegueira no mundo. Os portadores da doença evoluem sem sintomas até próximo da perda de visão.
Por este motivo, a adesão ao tratamento é fundamental, ou seja, os pacientes devem seguir corretamente a prescrição médica. Segundo algumas pesquisas, cerca de 30% dos pacientes não seguem o tratamento proposto, 50% têm dificuldade física de pingar o colírio. Alguns estudos sugerem que o não seguimento do tratamento é responsável por 10% das perdas de campo visual. 


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), são registrados 1,2 milhões de novos casos anualmente, somando 60 milhões de pessoas em todo o mundo e uma estimativa de 1 milhão de brasileiros acima de 40 anos sofrendo da doença.

Fatores de risco:
a) indivíduos acima dos 40 anos
b) histórico familiar – pessoas que têm irmão com glaucoma têm até 6x mais chances
c) pessoas de etnia negra ou afrodescendentes (a incidência da doença é quatro vezes maior nesse grupo)

d) míopes que utilizam lentes acima de seis graus; e) pessoas que fazem uso crônico de corticoide. 
Com dados da OMS

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