segunda-feira, julho 22, 2019

Falta de sono: impactos no seu cérebro

A falta de sono afeta o cérebro de múltiplas formas, e pode comprometer o discernimento, reduzir o tempo de reação e aumentar as chances de “sonhar acordado” durante tarefas monótonas.
“Quando você dorme pouco, seu cérebro volta a ser o de um adolescente. É pura energia e nenhum freio”, compara Michael Howell, neurologista da Universidade de Minnesota, Twin Cities. “De repente, a parte do cérebro que diz ‘é melhor refletir sobre isso’ não funciona direito”.
O objetivo do sono há muito tempo intriga os cientistas, explica Maiken Nedergaard, neurocientista do Centro Médico da Universidade de Rochester, em Nova York. Em termos evolutivos, permanecer inconsciente por horas a fio torna as pessoas e outros animais vulneráveis aos predadores. Ainda assim, não dormir o suficiente pode levar à demência e à morte. A privação crônica do sono pode causar obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e outros distúrbios.
Estudos demonstram que pessoas exaustas se saem pior em testes de memória e têm mais problemas de aprendizagem. Jogadores de basquete cansados, por exemplo, acertam menos arremessos. Até mesmo golfistas que dormem mal precisam de mais tacadas para concluir uma rodada.
“A falta de sono compromete quase tudo”, alerta Howell. No caso dos acidentes, a falta de sono afeta o funcionamento dos lobos frontais do cérebro, responsáveis pela avaliação executiva ou a capacidade de prestar atenção e tomar boas decisões.
Segundo Howell, exames comprovam que o fluxo sanguíneo diminui nas regiões frontais do cérebro e as ondas cerebrais se tornam mais lentas em pessoas exaustas.
Como resultado, a capacidade de reação é comprometida e as chances de cometer erros aumentam. Quando os lobos frontais não funcionam adequadamente, as pessoas também têm mais dificuldade de prestar atenção durante tarefas entediantes, como dirigir um carro em uma rodovia.
Por Emily Sohn


sexta-feira, julho 19, 2019

Lista de espera do ProUni já está disponível para consultas


A lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) está disponível para consulta pelas instituições de ensino superior privadas participantes do programa.
Todos os candidatos que estão na lista deverão ir às instituições apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.
A lista de espera do Prouni estará à disposição das instituições com a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018.
O prazo para que os candidatos que integram a lista compareçam às faculdades onde concorrem a uma vaga começa nesta sexta-feira (19-07-19) e vai 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

A lista de espera será, então, usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa.
ProUni
Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.
As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.
O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018.
Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

Carros e motos apreendidos em Várzea Grande podem ser leiloados


Motos e carros apreendidos em operações de trânsito em Várzea Grande poderão ir a leilão, num prazo de 10 dias, caso não sejam retirados pelos responsáveis. No total, são 139 veículos. 

A Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande publicou, no Diário Oficial Eletrônico dos Municípios, o edital de notificação que convoca os proprietários de veículos automotores para regularização de encargos devidos relativos ao recolhimento dos carros.

Conforme está estabelecido em edital, os proprietários dos veículos retidos devem comparecer à Comissão de Leilão, situada na avenida Governador Júlio Domingos de Campos nº 4975, no bairro Jardim Marajoara, de posse dos documentos de quitação de débitos de IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), multas, taxas de licenciamento e seguro obrigatório, em conformidade com a Lei.

No caso de autorização judicial, o prazo estabelecido é o mesmo , 10 dias, para que os donos de veículos apreendidos possam exercer os seus direitos.

Informações poderão ser obtidas com a comissão de leilão da secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, através do telefone (65) 3688.8036, ou no site da Vip Leilões Gestão e Logística S/A: www.vipleilões.com.br, pelo email gerencial.vg@vipleilões.com.br e através do telefone (65) 3694-4953.

Com informações da assessoria

Petrobras reduz preço do diesel e gasolina em 2% nas refinarias


A Petrobras anunciou redução de cerca de 2% no preço médio da gasolina e do diesel em suas refinarias a partir de sexta-feira   (19-07-19), conforme informação do site da estatal.
A empresa informou redução de 0,036 real/litro no preço da gasolina, para 1,6457 real/litro, enquanto o diesel cairá 0,0444 real/litro, para 2,0205 reais/litro.
Ambas as cotações estão nos menores valores desde fevereiro, segundo dados compilados pela Reuters. A gasolina teve a quinta queda consecutiva, mas no ano ainda acumula alta de 9%. No caso do diesel, esta foi a segunda redução seguida, com o preço registrando ganho acumulado em 2019 de cerca de 12%.

A Petrobras não reajustava os combustíveis desde 9 de julho, quando realizou uma redução de quase 4% no diesel e de pouco mais de 4% na gasolina.

Governo regulamenta o Selo Arte, que vai permitir a venda interestadual de alimentos artesanais


A Lei do Selo Arte, que permite a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como queijos, mel e embutidos, foi regulamentada nesta quinta-feira (18-07-19). A certificação é um sonho antigo de produtores artesanais, que vão poder acessar mais mercados e aumentar sua renda.
A primeira etapa de aplicação do Selo Arte será para produtos lácteos, especialmente queijos. As próximas etapas vão abranger produtos cárneos (embutidos, linguiças, defumados), produtos de origem de pescados (defumados, linguiças) e produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera).
A Lei do Selo Arte (13.680/2018), publicada em junho do ano passado, modifica uma legislação de 1950, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Com a mudança, fica permitida a comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, empregadas boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito Federal. A lei é de autoria do Deputado Federal Evair de Melo (PP-ES) e a elaboração do modelo do Selo contou com a parceria do Sebrae.

Atualmente, a comercialização de produtos artesanais é limitada ao município ou estado em que o alimento é feito e inspecionado. Com a regulamentação, os produtos poderão ser vendidos em diferentes estados, desde que tenham o Selo Arte. A mudança irá beneficiar milhares de produtores artesanais, garantindo acesso ao mercado formal e a agregação de valor dos produtos agropecuários.

domingo, julho 14, 2019

Como prevenir lesões em mulheres - Ana Paula Simões


A maioria dos artigos mostram que a divisão entre masculino e feminino em lesões de corrida é toda baseada sobre o "ângulo Q". Esse é o ângulo que a metade superior da perna faz com a vertical um ângulo no quadril. As mulheres tendem a ter um "ângulo Q" maior do que os homens graças a seus quadris serem mais largos e, em teoria, isso causa maior estresse no joelho e na perna, levando a lesões diferentes.

Há algumas evidências que apoiam essa ideia. Por exemplo, um estudo realizado em 2012 por Jack Taunton e seus colegas no Centro de Medicina Esportiva, da Universidade da Colúmbia Britânica, analisou mais de 2.000 lesões de 30 anos de registros. Eles descobriram que os homens tendem a ter mais lesões no tendão e na cartilagem do joelho, enquanto as mulheres tendem a ter mais instabilidade da pelve, fraturas por estresse e síndrome da dor patelofemoral (ou seja, joelho do corredor). A incidência de fraturas por estresse é um lembrete de que existem outros fatores, como densidade óssea, que podem diferir entre homens e mulheres, além da tríade da mulher atleta hoje conhecida como déficit energético.

Há uma outra maneira de olhar para as diferenças entre homens e mulheres em lesões de corrida, onde um grupo de corredores que já estão machucados, comparados com um grupo de controle de corredores ilesos e ver se você detecta algum padrão dentro do gênero em sua biomecânica durante uma avaliação de marcha em 3D. Por exemplo, um estudo publicado no início deste ano no Jornal Escandinavo de Medicina e Ciência no Esporte comparou 48 corredores com síndrome da banda iliotibial a 48 controles saudáveis.

Comparando-se dentro de cada gênero, nesse trabalho, as corredoras lesionadas exibiam maior rotação do quadril do que corredoras saudáveis. O mesmo padrão não apareceu nos homens; em vez disso, os corredores masculinos lesionados tiveram maior rotação de tornozelo do que os homens saudáveis. Então, enquanto o resultado final é o mesmo, “as mulheres desenvolvem essa lesão de uma perspectiva de quadril enquanto os homens a desenvolvem de uma perspectiva de pé e tornozelo.

Uma história semelhante surgiu quando Ferber e colegas em várias outras universidades analisaram a dor femoropatelar (isto é, o joelho). Em um estudo publicado no Physical Therapy in Sport, eles descobriram que as mulheres lesionadas tinham quadris mais fracos do que as mulheres saudáveis, mas os homens com lesão não se comparavam a homens saudáveis. Em vez disso, os homens lesionados tendem a ter joelhos mais fracos. O que isto significa é que, se um corredor é lesionado, eles devem estar recebendo uma análise específica do gênero para determinar a causa raiz de sua lesão. A noção tradicional de uma abordagem 'tamanho único' para avaliação de danos e protocolos de reabilitação não pode mais ser seguida.

Achei isso bastante interessante, porque parece que passamos por ciclos em que a mensagem predominante é que quadris fracos, tornozelos fracos, núcleo fraco, pés fracos, etc. causam todos os ferimentos. É óbvio que a resposta nunca será tão simples quanto uma fraqueza que causa todos os ferimentos, mas o desafio é descobrir qual fraqueza potencial se aplica a quais corredores - porque ninguém tem tempo para fortalecer todas as áreas frágeis possíveis. O padrão desses dois estudos sugere que os quadris podem ser mais importantes para as mulheres, contra as pernas para os homens. Muito preliminar, claro, mas interessante considerar. Então, meninas, o segredo talvez seja fortalecer nosso ponto fraco.  

Ana Paula Simões é Professora, Instrutora e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

sábado, julho 13, 2019

Curiosidades provocantes sobre a infidelidade



Quem nunca traiu que atire a primeira pedra. Apesar de alguns países punirem a traição com apedrejamento e homicídios, no ocidente vivemos uma época excitante para os traidores. Basta clicar em alguns anúncios e você vai encontrar inúmeros sites que oferecem serviços discretos para namoro extra-conjugal – e o fazem sem qualquer pudor. No fundo, ninguém mais parece se preocupar muito em ser pego no flagra, pois o divórcio perdeu o estigma social, provavelmente para sempre. Outro sites, entretanto, como o Pop Sugar, nos lembra que por mais manjada que a infidelidade possa parecer, ainda existem algumas coisas que você ignorava. 

1. As mulheres são mais propensas a trair durante a ovulação 
O primeiro mito que precisa ser desvendado é que, para as mulheres, a traição não necessariamente é um evento aleatório. Na verdade, a ovulação é um período e tanto para elas. As damas se sentem mais sexy, se vestem de maneira mais provocativa e fazem parte de um mecanismo evolucionário – que não vai deixar de existir só porque elas estão envolvidas num relacionamento. De acordo com um estudo feito pela University of New Mexico, publicado pelo Proceedings of the Royal Society, sugere que existe uma forte ligação entre a ovulação e o aumento do interesse em outros homens. 



2. Homens são melhores que mulheres pra detectar infidelidade

Estatisticamente, os caras se saem melhor na hora de detectar evidências da traição, mas isso pode ter base na insegurança inevitável que o homem enfrentou na disputa dos sexos antes da descoberta do DNA e dos testes de paternidade. Afinal, como um homem antes dele poderia ter certeza que o bebê é seu? Hoje sabemos que isso está programado em nosso código genético há milhares de anos – mas nada que algumas décadas e conhecimento sobre DNA não possam reverter. Acrescente doses de ciúmes e desconfiança e voilà: você tem certeza de que possui detectores de infidelidade. 


3. Não existe definição clínica para traição
Outra coisa que você provavelmente não sabia sobre infidelidade é que ninguém sabe de verdade o que a outra pessoa considera traição; o que abre caminho para affairs cada vez mais complexos. Nem pesquisadores, terapeutas ou casais conseguem concordar quanto aos comportamentos que constituem a ausência de fidelidade – os primeiros admitem ser uma questão problemática quando se trata de tentar ajudar casais a superá-la. Parece que ninguém está partindo do mesmo dicionário. 



4. A maioria dos homens não precisa de motivo pra trair 

Para desespero feminino, de acordo com diversos especialistas que tratam casais, a infidelidade masculina não é necessariamente indicador de infelicidade no relacionamento. As mulheres, por outro lado, tendem a ser substancialmente mais complicadas: quando traem, o ato costuma invariavelmente revelar um descontentamento. Isso significa que pode haver sinais de alerta de quando ela está saindo com outro cara enquanto está com alguém. 

A Dra. Joyce Hamilston Berry, autora do Lynn Noment, tem uma analogia interessante que ajuda a entender o ‘fenômeno’. “Comparo a infidelidade masculina com um homem entrando na cozinha e vendo um bolo de chocolate sobre o balcão. Parece bom, cheira bem. Ele não está com fome, mas vai comer o bolo mesmo assim”, sugere ela. “Já as mulheres geralmente traem quando seus casamentos não são satisfatórios e já estão em apuros. Elas são infiéis porque se sentem abandonadas, ou porque o marido foi infiel.” 


5. Um em cada sete recém-casados irá ‘pular a cerca’ no primeiro ano de casamento 

A última coisa que você não sabia sobre traição é a coisa mais triste que você vai aprender sobre infidelidade. Uma grande pesquisa feita no Reino Unido em 2005 revelou que a maioria dos traidores (60%) está ou esteve num relacionamento por pelo menos cinco anos. Por outro lado, um número chocante de recém-casados admitiu cometer adultério um ano depois de dizerem ‘sim’ e dar o nó no laço: 18% das mulheres e 12% dos homens recém-casados. 

Fontes: Proceedings of the Royal Society - Pop Sugar  Lynn Noment

Click aqui para ler  notícias da primeira página


Especialista afirma que vontade compulsiva de comer 'porcarias' é falta de sexo




A professora de sexologia e especialista em ajudar pessoas a perder peso com "prazer",Jena La Flamme, afirma que uma vida sexual ativa ameniza a vontade de comer alimentos que não são saudáveis.

Jena, que é autora de um livro sobre o assunto e escreve para o site Pleasurable Weight Loss (Perdendo Peso com Prazer, em tradução livre do inglês), acredita que a atividade sexual e a perda de peso estão completamente conectadas, e não apenas porque o 'sexo queima calorias'.

“Se você está privado sexualmente, seu corpo sentirá a falta de sexo e irá procurar prazer em outras áreas. E é tão fácil preencher esse vazio com comida”, disse. “Essa é uma parte muito importante de perder peso com prazer: abraçando sua sensualidade, bem como a sua sexualidade”, afirmou.

A especialista falou ainda sobre a importância do prazer nas relações sexuais, afirmando que encontrar a paz no sexo é essencial e, se você não der atenção à sexualidade, provavelmente irá suprir essa falta comendo doces.

Fonte: Pleasurable Weight Loss

O que você precisa saber sobre o câncer de ovário



O câncer de ovário, tumor ginecológico mais letal e de difícil diagnóstico, é silencioso. O problema, de saúde pública, já chega a atingir 250 mil mulheres a cada ano e é responsável pela morte de 140 mil mulheres todos os anos. 

A doença tem sintomas comuns, como o aumento do volume abdominal, inchaço contínuo, dificuldade de comer, sensação de saciedade, dor abdominal ou pélvica, necessidade de urinar e menstruação desregulada. 


Por conta do diagnóstico tardio, apenas 45% das mulheres com esse câncer tem chances de sobreviver. 


Uma nova pesquisa sugere que mulheres acima do peso ou com obesidade são mais propensas a desenvolver câncer de ovário, em comparação com mulheres de peso saudável. Investigadores do Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer conduziram o estudo



De acordo com o Inca(Instituto Nacional de Câncer), aproximadamente 6.000 novos casos de mulheres com esse tipo de câncer são esperados neste ano no Brasil. O índice de mortalidade do câncer de ovário chega a 50%, maior número entre os tumores ginecológicos. 

Especialistas orientam que a visita ao ginecologista anualmente ainda é o melhor método para descoberta precoce da doença, o que melhora as chances de cura. Outros fatores que diminuem o risco são: alimentação saudável, não tabagismo e atividades físicas.

Fique atenta - Confira abaixo outros sintomas que não estão exclusivamente atrelados ao câncer de ovário, mas podem se manifestar com a doença: 


• Aumento excessivo de pelos 

• Aumento na frequência ou urgência urinária 

• Aumento de gases 

• Indigestão 

• Falta de apetite 

• Náusea e vômitos 

• Sensação de peso na pélvis 

• Abdômen ou barriga inchados 

• Dor nas costas inexplicável, que piora com o tempo 

• Sangramento vaginal 

• Desconforto vago no baixo abdome 

• Ganho ou perda de peso 

• Constipação 

• Ciclos menstruais anormais

Fonte: Yahoo

Chocolate: grande vilão, um incompreendido ou apenas um bom aliado da saúde?

Quem é que não gosta de chocolate? Chocolate amargo, ao leite, branco, diet, em pó etc.
Hoje em dia, encontramos as mais variadas versões desse alimento milenar, que se origina do Cacaueiro, cujo nome científico é Theobroma cacao, planta nativa de uma região que vai do México, passando pela América Central e expandindo-se até a América do Sul.  Seu nome científico deriva de palavras gregas que significam “alimento dos deuses”. De fato, não há quem negue que essa guloseima tão consumida e apreciada não tenha um quê de especial.
  Atualmente, em nossa sociedade, o chocolate é símbolo do romantismo traduzido em caixas e cestas de chocolate que são presenteados principalmente no Dia dos Namorados, representa a alegria das crianças e adultos na Páscoa, já que é o famoso protagonista vendido em larga escala em formato de ovos. Além disso, desde a Antiguidade, o chocolate é usado no tratamento de beleza, tais como em banhos relaxantes de espuma, no qual faz o papel de revitalizar e hidratar a pele ressecada e desnutrida. Essa prática está em evidência, e os banhos são feitos em clínicas de estética, mas já existem produtos próprios à base de cacau para serem preparados em casa.
  O chocolate, dessa forma, não parece ser nem de longe o vilão da história, mas estudos comprovam que ele possui em sua composição uma química venenosa. O composto mais potente do chocolate, um alcaloide de planta chamada teobromina, que é ligeiramente amargo ao paladar, pode ser venenoso para algumas espécies, principalmente para os cães.
O alerta foi feito pela Dog Help Network, uma rede de ajuda aos cães que observou que: “O Dia dos Namorados é o único grande dia no qual os cães são levados para as salas de emergência por causa do chocolate ingerido por eles”.
Muitos dizem que a gordura e o açúcar nos doces fazem bem ao animal, mas o que está em questão é a ingestão do alcaloide teobromina.
O que é um alcaloide?
 É uma substância básica que deriva, em sua grande essência, de plantas, mas também pode ser derivada de fungos, bactérias e até mesmo de animais. Contêm em sua fórmula os elementos nitrogênio, oxigênio, hidrogênio e carbono. Normalmente, conhecemos alguns de seus nomes cujo sufixo é ina, como a cafeína (do café, que é chamada de pseudoalcaloide, por ser, na verdade, uma xantina), a cocaína (da coca), a papaverina/morfina/heroína/codeína (da papoula) são alguns exemplos.
Nas plantas, o alcaloide pode existir no estado livre, como sais ou como óxidos, e corresponde aos principais terapêuticos naturais com ação biológica anestésica, analgésica, psicoestimulantes, neurodepressores, etc.
A teobromina no chocolate
A teobromina foi descoberta nos grãos de cacau em 1841. Ela é conhecida por possuir um leve efeito estimulante em humanos, o que explica juntamente com os efeitos da cafeína e alguns outros compostos, a ação estimulante e energética que as pessoas têm ao comer chocolate.
No entanto, o excesso de teobromina no organismo humano pode causar náuseas e até mesmo anorexia, segundo relato da National Hazardous Substances Database (Base de Dados Nacional de Substâncias Perigosas): "Afirma-se que ‘em grandes doses’ a teobromina pode causar náuseas e anorexia, e que a ingestão diária de 50-100 gramas de cacau (0,8-1,5 gramas de teobromina) por seres humanos tem sido associada à sudorese, tremor e dor de cabeça”.
Em termos da toxicologia, a dose letal mediana (DL50 ou LD50, do inglês Lethal Dose) é a dose necessária de uma dada substância ou tipo de radiação para matar 50% de uma população em teste. Normalmente, o cálculo é feito a partir dos miligramas da substância por quilograma de massa corporal dos indivíduos testados. O DL50 é usado frequentemente como um indicador da toxicidade aguda de uma substância, e quanto maior a dose que será letal, menos tóxica ela é considerada.
No caso da teobromina, a DL50 é cerca de 1000 mg/kg em humanos. Em gatos é de 200 mg/kg, e em cães é de 300 mg/kg, o que significa que estas duas espécies possuem maior risco. Apesar, dos gatos correrem mais perigo, são os cães os animais mais propensos a ingerir doces. É claro que esse risco varia conforme o tamanho, forma e raça do animal.
Outro dado importante, é que a teobromina concentra-se mais nos chocolates escuros do que naqueles classificados “ao leite” e “branco”. Os efeitos do chocolate escuro para os caninos são agudos, o que indica alta periculosidade.
Foi comprovado que os efeitos da teobromina pode ser clinicamente útil, em pequenas quantidades, pois favorece o aumento da frequência cardíaca, dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial. Abre as vias aéreas e estimula a produção de urina, considerado assim, um diurético. Tais efeitos em uma pessoa são considerados positivos, se utilizados em um tratamento clínico.
Entretanto, em um cão, todos esses efeitos são adicionados à náusea aguda, convulsões e hemorragia interna. E, em muitos casos, letal para o animal.
Vimos que a teobromina faz mal aos cachorros, e em excesso nos humanos também pode ser perigoso. Mas, calma, nem tudo está perdido. Há um estudo que comprova que o chocolate, consumido com moderação, é claro, pode fazer bem ao coração humano.
Chocolate na prevenção de doenças cardíacas e derrames
De acordo com uma pesquisa feita na Alemanha, o chocolate pode ser bom para o coração, para a grande felicidade dos amantes desse “manjar dos deuses”. O estudo levou oito anos para ser concluído, e a equipe de pesquisa acompanhou a saúde de quase 20.000 pessoas que mantêm o hábito de comer essa guloseima. Os pesquisadores compararam a quantidade de chocolate composta na dieta para o número de ataques cardíacos e derrames que as pessoas tinham. Segundo o pesquisador Brian Buijsse: “A boa notícia é que o chocolate não é tão mau como se costumava pensar, e pode até reduzir o risco de doenças cardíacas e derrame”.
Ainda de acordo com o pesquisador, a equipe descobriu que o chocolate escuro era o tipo mais saudável para comer: “o chocolate escuro apresenta efeitos fantásticos, já o chocolate ao leite apresenta menos, e o chocolate branco não possui efeitos”, disse ele.
O estudo alemão revelou que as pessoas que comiam chocolate (em barra, e uma por semana), reduziam o risco de ter um ataque cardíaco em 27%. O risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) foi reduzido em até 48%. Os especialistas em nutrição acreditam que o que faz bem ao coração são os flavonoides compostos no chocolate.
Flavonoides ou bioflavonoides é a designação dada a um grande grupo de metabólitos secundários da classe dos polifenóis, componentes de baixo peso molecular, e que são encontrados em várias espécies vegetais. Os diferentes tipos de flavonoides são encontrados em frutas, flores e vegetais em geral, bem como em alimentos processados como vinho e chá.
Os flavonoides são encontrados nas sementes de cacau, por isso o chocolate escuro tem mais efeito, pois possui mais cacau. O chocolate ao leite, por sua vez, tem mais gordura do que cacau.
A pesquisa também mostrou que esses flavonoides presentes no chocolate também ajudam na redução da pressão arterial (mesmo efeito produzido pela teobromina). Entretanto, Buijsse alerta quanto ao consumo excessivo de chocolate: “Comer quantidades elevadas de chocolate mais contribuem para um provável ganho de peso que qualquer outra coisa. O ideal seria que as pessoas começassem a comer chocolate em pequenas quantidades substituindo, de preferência, outros alimentos de alto teor calórico como lanches ou outros tipos de doce”.
Qual é a conclusão que podemos tirar disso? Primeiro, não dê chocolate aos cães. A teobromina contida nesse doce faz mal a eles, e, além disso, existem inúmeros alimentos nutritivos e incrivelmente saborosos que farão a alegria de seus mascotes.
Segundo, o chocolate possui pontos positivos e negativos pautados em pesquisas feitas em laboratório, que mostram que você não precisa cortar o chocolate radicalmente da sua vida, mas também não deve cometer o erro de comê-lo aos montes. O excesso é prejudicial em qualquer aspecto, e isso não é segredo para ninguém.
Jornal Ciência

Vivendo sem dinheiro: conheça pessoas que abandonaram o modelo de vida padrão e gostaram


É impossível viver sem dinheiro? Depende do seu estilo de vida. O administrador irlandês Mark Boyle é um dos grandes expoentes de um movimento de pessoas que têm um padrão de vida confortável, mas decidem, por opção própria, viver sem dinheiro. Criador do portal Freeconomy, um site de compartilhamento de espaços, habilidades e ferramentas, ele decidiu passar um ano totalmente sem dinheiro ao julgar que o modelo econômico atual estaria destruindo a natureza e arruinando a vida dos semelhantes.
O ativista, que após se formar trabalhou durante seis anos gerenciando uma empresa de alimentos orgânicos no Reino Unido, escolheu o Dia Mundial Sem Compras (celebrado em 29 de novembro), em 2008, para abandonar quase todos os seu bens materiais e dar início ao seu novo estilo de vida, em que dependeria do seu esforço físico e habilidades manuais para conseguir todas as suas necessidades básicas: transporte, moradia, saúde, higiene, alimentação. Como sua principal meta era disseminar a ideia de que viver sem dinheiro é bom, ele optou por manter apenas um notebook (que carregou com energia solar e conseguiu acesso a banda larga prestando serviços a uma fazenda) e sua bicicleta.

Viver sem dinheiro fez com que ele perdesse a namorada, já que “é difícil ter vida social e viajar para vê-la se você só usa a bicicleta como transporte e se alimenta com o que planta”. Mas a experiência não foi traumática. O projeto, inicialmente pensado para durar um ano, acabou sendo aplicado para três. E Boyle afirma que só voltou a mexer com dinheiro para poder dar forma a uma comunidade onde todos vivam 100% da terra. “Os anos que vivi sem dinheiro foram os mais felizes e mais saudáveis da minha vida.”
Ainda que distante da filosofia do “mainstream”, o pensamento de Boyle vai aos poucos ganhando adeptos. Ele conta que em 2008, quando a crise econômica estourou no mundo, o movimento teve um período de rápido crescimento. Segundo ele, quando a economia normal se deteriora, as pessoas começam a procurar por outros modos para viver. Quando muita gente não tem dinheiro, também cresce o interesse por saber como viver sem ele.



Escambo

Quem também optou por uma vida sem dinheiro foi a família alemã Fellmer. Para protestar
contra o que eles chamam de sociedade de consumo, o jovem casal Raphael e Nieve (foto) decidiu viver apenas de escambo, ou seja, trocando suas habilidades por coisas primordiais para a sobrevivência. O aluguel de um pequeno porão em Berlim, por exemplo, é pago com serviços domésticos, como cuidados com o jardim e reparos na residência principal.

Raphael conta que sua intenção não é convencer as pessoas a viver sem dinheiro, mas inspirá-las a enxergar no que estão pecando pelo excesso para que façam as mudanças que melhor se encaixem em suas vidas. Para disseminar sua mensagem, o ativista criou um site, o Forward the (R)evolution, em que fala a respeito do problema dos resíduos sólidos e do consumo.

Nascido em uma família de classe média alta alemã e formado em Estudos Europeus, Raphael só usa dinheiro quando não encontra alternativa. 




Também alemã, Heidemarie Schwermer (foto), de 73 anos, decidiu viver sem dinheiro há quase duas décadas. No começo, a ideia era que a experiência durasse apenas 12 meses, mas, assim como aconteceu com o administrador Mark Boyle, a vida sem dinheiro se mostrou muito mais interessante. “Foi uma grande libertação”, afirmou em entrevista à BBC. “O melhor é a sensação de abertura. Não sei o que acontecerá à noite, nem na manhã do dia seguinte. Não sinto medo, e sim uma grande curiosidade.”
A experiência deu origem a três livros, cujos lucros foram doados a instituições de caridade e à produção do documentário “Vivendo Sem Dinheiro”, exibido em 30 países.
Professora e psicoterapeuta, Heidemarie sempre teve uma vida confortável, e chegou a ter mais de um carro na garagem. No entanto, ao perceber que sua vida era regida muito mais pelo ter do que pelo ser, vendeu a casa, cancelou as contas no banco e dividiu o dinheiro entre os filhos. Os móveis foram oferecidos a vizinhos e amigos, e fez doações aos mais necessitados.
A partir de então, começou trocando coisas: oferecia seus serviços, desde limpar casas até ajudar as pessoas com problemas pessoais, em troca de teto e comida. Agora ela diz que não se trata exatamente de trocar, mas simplesmente compartilhar. "Dou o que quero dar e me dão o que eu preciso. Muita gente tem problemas ou está sozinha. Eu as escuto e as ajudo a pensar sobre o que querem fazer com suas vidas”, diz ela. "É verdade que são os outros que ganham salários para pagar o que eu como, mas eu também trabalho todos os dias. Faço coisas para as pessoas. No mundo ocidental há muitas pessoas que se sentem isoladas, e eu as ajudo com minha presença. Posso ser uma mãe, uma irmã, uma amiga, o que precisarem."

FREECONOMY
O portal Freeconomy conta hoje com 45.414 membros em 171 países, 545.449 habilidades,
112.043 ferramentas e 716 espaços. Mas mais do que criar um site, o desejo de Mark Boyle é formar uma comunidade em que as habilidades das pessoas sejam capazes de garantir a mesma segurança que o dinheiro traz. O ativista defende que as pessoas precisam de dinheiro para ter o que comer, para pagar por um tratamento médico ou até mesmo para comprar uma cadeira.
A comunidade alternativa Freeconomy adota os seguintes princípios:

1) Não precisamos do dinheiro para sobreviver, podemos compartilhar habilidades e conhecimentos práticos em vez de dinheiro e produtos;

2) Dar sem esperar nada em troca, criando laços afetivos com sua comunidade;

3) Caso você não decida viver de forma tão radical, prefira produtos naturais de pequenos produtores da sua comunidade local em substituição aos das grandes corporações.


Fonte: